Premium 30 anos da queda do muro de Berlim. "Escapar era um grande risco, mas ficar na RDA era muito pior"

Joachim Rudolph fugiu de Berlim Leste pouco mais de um mês depois da construção do muro, em agosto de 1961. Decidiu ajudar outras pessoas a cruzar a fronteira escavando o "túnel 29". As passagens subterrâneas, por esgotos, linhas de metro e túneis garantiram a centenas de alemães uma nova vida. Recordações, 30 anos depois.

Apenas uma tímida luz de lanterna ajuda a perceber o contorno arredondado no chão. As quatro mãos vão tentando, a muito custo, levantar a tampa de 85 quilos. Sem barulho, sem ajudas permitidas, sem volta atrás. Lentamente, a entrada vai ficando destapada. Esperam o escuro e o mau cheiro, mas também a esperança de um novo recomeço, do outro lado.

Atravessar os túneis da rede de esgotos foi, durante os primeiros meses de muro, uma saída. Numa das salas, usada pela associação Berliner Unterwelten para reproduzir este sistema de fuga, os visitantes podem medir ao de leve as dificuldades deste método. Entre setembro e novembro de 1961, explica a guia do Tour M, cerca de 800 pessoas escaparam da República Democrática Alemã (RDA) desta forma.

Ler mais

Exclusivos