Premium PCP no banco dos réus por despedimento: "É-se funcionário enquanto o partido quiser"

Um antigo funcionário do PCP alega ter sido despedido por se opor à geringonça. O caso está a ser julgado no Tribunal do Trabalho e Jerónimo de Sousa é testemunha.

Se não é a primeira vez que o Tribunal do Trabalho de Lisboa julga um partido, este é, ainda assim, um caso raro no ambiente jurídico-laboral. E a falta de experiência está espelhada nas testemunhas deste processo. José Capucho, um dos quatro principais dirigentes do Partido Comunista Português (PCP), foi o primeiro a apresentar-se em tribunal, quarta-feira passada, na audiência de estreia do julgamento que opõe o partido ao ex-funcionário Miguel Casanova, o qual apresentou queixa por, alegadamente, ter sido despedido de forma ilegal. Em tribunal, Capucho deixou claro que considera as normas internas do partido superiores a qualquer lei laboral. "É-se funcionário enquanto o partido quiser", disse, tentando justificar assim a decisão do PCP em dispensar o funcionário.

Foi este dirigente quem mais de perto lidou com o desenvolvimento deste caso e, por isso, o seu nome surge várias vezes mencionado em todos os momentos descritos em tribunal.

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