Premium Um passado que não quer passar

Descoberto, ameaçou falar, denunciando todos quantos tinham metido a mão na caixa corrupta, que também era geral - e de depósitos.

Entre as muitas efemérides de 2019, arriscamo-nos a esquecer a mais popular de todas, a da pizza Margherita. Há precisamente 130 anos, a 11 de Junho de 1889, Rafaelle Esposito saiu da sua pizzaria em Sant'Anna di Palazzo, no centro de Nápoles, levando debaixo do braço três variedades de pizza. Uma delas primava pela singeleza dos materiais: tomate e mozarela salpicados com folhas de basílico, em patriótica réplica do vermelho, branco e verde das cores da bandeira italiana. De visita à cidade, a rainha queria provar aquela massa de pão que o povo comia pelas ruas e que na altura nem se chamava pizza, termo então usado para designar uma torta doce. Na manhã seguinte, o cozinheiro-chefe do palácio foi ao restaurante de Rafaelle perguntar-lhe como se chamava aquela pizza de que a rainha tanto havia gostado. "Margherita", respondeu o pizzaiolo. E hoje lá está, ao coração de Nápoles, na Pizzeria Brandi, uma placa comemorativa do centenário deste sucesso gastronómico. Com justificado orgulho, exibe-se ainda uma carta laudatória da pizza tricolor, assinada por Camillo Galli, secretário particular da rainha Margarida de Sabóia.

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Pedro Lains

O Banco de Portugal está preso a uma história que tem de reconhecer para mudar

Tem custado ao Banco de Portugal adaptar-se ao quadro institucional decorrente da criação do euro. A melhor prova disso é a fraca capacidade de intervir no ordenamento do sistema bancário nacional. As necessárias decisões acontecem quase sempre tarde, de forma pouco consistente e com escasso escrutínio público. Como se pode alterar esta situação, dentro dos limites impostos pelas regras da zona euro, em que os bancos centrais nacionais respondem sobretudo ao BCE? A resposta é difícil, mas ajuda compreender e reconhecer melhor o problema.