Premium Engenharia e Medicina podem perder candidatos em 2020

Engenharias e Medicina são cursos que dependem de provas de ingresso cujas médias desceram nos exames nacionais deste ano. Dirigente do Conselho de Reitores diz que tal poderá impactar o número de colocados em determinadas licenciaturas.

Há anos que os resultados dos exames nacionais de 11.º ano de Física e Química A e de Biologia e Geologia não são de aplaudir. E apesar de em 2018 as médias terem aumentado, em 2019 a tendência foi reposta com um decréscimo nas médias e aumento da taxa de reprovação. Mas as consequências dos maus resultados só serão sentidas no próximo ano, quando os alunos que as concretizaram (agora no 11.º ano) vão estar no 12.º ano e a candidatar-se à faculdade. O presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP) não tem dúvidas de que o efeito será uma diminuição das candidaturas em áreas para as quais estas disciplinas são pedidas como provas de ingresso. Das Engenharias à Medicina, há cursos que "vão assistir a maiores dificuldades para o ano".

A grande parte dos alunos que realizaram os exames destas disciplinas neste ano encontram-se a um ano de poderem candidatar-se ao ensino superior, ao qual poderão concorrer com estas provas, dependendo da área pela qual optarem.

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A América foi fundada também por angolanos

Faz hoje, 25 de agosto, exatos 400 anos que desembarcaram na América os primeiros negros. Eram angolanos os primeiros 20 africanos a chegar à América - a Jamestown, colónia inglesa acabada se ser fundada no que viria a ser o estado da Virgínia. O jornal The New York Times tem vindo a publicar uma série de peças jornalísticas, inseridas no Project 1619, dedicadas ao legado da escravatura nos Estados Unidos. Os 20 angolanos de Jamestown vinham num navio negreiro espanhol, a caminho das minas de prata do México; o barco foi apresado por piratas ingleses e levados para a nova Jamestown. O destino dos angolanos acabou por ser igual ao de muitos colonos ingleses: primeiro obrigados a trabalhar como contratados e, ao fim de alguns anos, livres e, por vezes, donos de plantações. Passados sete anos, em 1626, chegaram os primeiros 11 negros a Nova Iorque (então, Nova Amesterdão) - também eram angolanos. O Jornal de Angola publicou ontem um longo dossiê sobre estes acontecimentos que, a partir de uma das maiores tragédias da História moderna, a escravatura, acabaram por juntar o destino de dois países, Angola e Estados Unidos, de dois continentes distantes.