Premium Trabalho e vida familiar: "Não dá para ter mais um filho. Sempre a correr, sempre a correr"

A maioria das famílias portuguesas pagam a quem cuide dos filhos. E quem não o faz recorre muitas vezes à família, segundo o INE. Isto porque os horários laborais são incompatíveis com a vida familiar para mais de 60% das pessoas.

Os inquiridos com filhos menores de 15 anos sobre a Conciliação da Vida Profissional com a Vida Familiar - inquérito realizado pelo Instituto Nacional de Estatística no 2.º trimestre de 2018 - recorrem a apoio pago (50,8%). E, entre os que não pagam, 8,5% não o fazem por ser caro; 28,3% têm ajuda informal e em 13,1% dos casos as crianças ficam sós.

Catarina Pires, 29 anos, com um filho de 3, está na maioria dos que têm de pagar. Mora em Bragança e trabalha num hipermercado, com um horário diário das 09.00 às 13.30 e das 16.00 às 21.30. E, mesmo quando está em regime contínuo, entra às 13.30 e sai de noite. O marido trabalha na empresa de construção civil do pai até às 18.00, pelo menos, o que obriga o casal a ter a criança numa creche com um horário mais alargado.

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