Premium Pobre Obrador, longe de Deus e perto de Trump?

Inspiro-me na célebre frase de Porfirio Díaz, que fez guerra à América e foi presidente durante três décadas - "pobre México, tão longe de Deus e tão próximo dos Estados Unidos" - para tentar perceber o rumo das relações entre os vizinhos, agora que Andrés Manuel López Obrador foi eleito à terceira.

Esquerdista e não católico, López Obrador vai lidar com um Trump que tem sido tão duro com o México que não é de descartar que o modo como tratou o cessante Enrique Peña Nieto possa ter influenciado o resultado, com o candidato do PRI a obter mínimos históricos. E, conhecendo a obsessão de Trump com a ideia de "a América primeiro", parece inevitável o choque com um político de matiz nacionalista.

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Ricardo Paes Mamede

Foi Centeno quem fez descer os juros?

Há dias a agência de notação Standard & Poor's (S&P) subiu o rating de Portugal, levando os juros sobre a dívida pública para os níveis mais baixos de sempre. No mesmo dia, o ministro das Finanças realçava o impacto que as melhorias do rating da República têm vindo a ter nas contas públicas nacionais. A reacção rápida de Centeno teve o propósito óbvio de associar a subida do rating e a descida dos juros às opções de finanças públicas do seu governo. Será justo fazê-lo?