Premium Em Portugal não há muros, nem jaulas, nem portos fechados

Já não podemos dizer o futuro convoca-nos para vários desafios, o presente é um desafio em si mesmo. Como desmantelar definitivamente o modelo de negócio dos passadores, evitando de uma vez por todas a trágica perda de vidas humanas em viagens perigosas. Já morreram mais de mil pessoas neste ano a tentar cruzar o Mediterrâneo, os passadores incentivam os migrantes como se fossem carga humana, aproveitam-se do desespero de milhares de cidadãos e famílias que têm direito a ambicionar uma vida digna independentemente da sua situação legal.

Parte do Mediterrâneo tornou-se um cemitério de gente sem nome e vai continuar se não conseguirmos um acordo para valer sobre migrações. O que fica por cima dessas mortes senão uma responsabilidade humana colectiva, e essa sim, convoca-nos a todos e pesará na consciência dos decisores políticos, esta é a prioridade.

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Anselmo Crespo

No PSD não há inocentes

Há coisas na vida que custam a ultrapassar. A morte de alguém que nos é querido. Uma separação que nos parece contranatura. Ou uma adição que nos atirou ao charco e da qual demoramos a recuperar. Ao PSD parece terem acontecido as três coisas em simultâneo: a morte - prematura para os sociais democratas - de um governo, imposta pela esquerda; a separação forçada de Pedro Passos Coelho; e uma adição pelo poder que dá a pior das ressacas em política.