Centenas de milhares de iranianos no funeral (que acabou por ser adiado) de Soleimani, morto na passada
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Como as ondas de choque do conflito EUA/Irão ameaçam a economia portuguesa

Impacto da crescente tensão no Médio Oriente pode ter repercussões no preço do petróleo, pressionando o Orçamento de Mário Centeno. Exportações portuguesas para o Irão valeram oito milhões de euros em 2019, mas estão em queda há dois anos. Tropas portuguesas no Iraque estão em stand by.

A morte de Qassem Soleimani, o mais importante general iraniano, comandante da força de elite Al-Quds, alvo de um ataque aéreo dos Estados Unidos, em Bagdad, na última sexta-feira, veio abrir um novo capítulo no clima de tensão entre os dois países, que vem há meses em crescendo. O Irão já prometeu uma "retaliação severa" contra os Estados Unidos (esta madrugada lançou rockets contra uma base iraquiana com tropas americanas) e avisou que vai deixar de cumprir vários compromissos assumidos no acordo nuclear de 2015 - nomeadamente o não enriquecimento de urânio. Ontem, o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão, Ali Shamkhani, disse que as forças militares iranianas identificaram "treze cenários" para o que qualificou como uma "forte vingança" contra os Estados Unidos.

Do outro lado, Donald Trump ameaça com uma "retaliação maciça" face a uma reação dos iranianos contra os Estados Unidos. Um crescendo de ameaças com um desfecho imprevisível.

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