Premium O fiel discípulo


Imaginemos que António Costa se preocupava realmente com os verdadeiros problemas do país. A sua governação seria muito diferente do que é. Nesse caso ele teria de considerar as grandes questões nacionais, e essas andam muito arredadas da sua retórica.

A atenção estaria centrada no crescimento da economia. Se a dinâmica da nossa produção fosse intensa, todas as outras questões estariam resolvidas: os rendimentos das famílias aumentariam naturalmente, haveria recursos para atender aos sectores sociais e questões demográficas, e até o Orçamento seria excedentário e a dívida cairia, mesmo alargando as despesas. Não há dúvida de que a grande dificuldade da nossa vida pública é a falta de crescimento.

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Ferreira Fernandes

A angústia de um espanhol no momento do referendo

Fernando Rosales, vou começar a inventá-lo, nasceu em Saucelle, numa margem do rio Douro. Se fosse na outra, seria português. Assim, é espanhol. Prossigo a invenção, verdadeira: era garoto, os seus pais levaram-no de férias a Barcelona. Foram ver um parque. Logo ficou com um daqueles nomes que se transformam no trenó Rosebud das nossas vidas: Parque Güell. Na verdade, saberia só mais tarde, era Barcelona, toda ela.