Premium Hoje é o dia em que o Supremo pode soltar Lula

Julgamento deve chegar a um resultado de cinco votos favoráveis e cinco votos contrários, cabendo ao juiz Dias Toffoli, que já manifestou simpatia pela tese que beneficia o antigo presidente, o voto decisivo. Uma vez em liberdade, o líder histórico do PT não poderá, para já, concorrer a cargos eletivos.

O Supremo Tribunal Federal do Brasil (STF) deve concluir esta quinta-feira, ao princípio da noite em Portugal, a votação que decide se os réus começam a cumprir pena após condenação em segunda instância ou apenas após o trânsito em julgado. Entre os 4895 presos que podem sair da cadeia, caso a maioria dos onze juízes escolha o segundo caminho, está Luiz Inácio Lula da Silva, presidente de 2003 a 2010 e o político mais amado, mas também mais odiado, do Brasil, razão pela qual todo país está de olhos na sede do STF em Brasília.

Neste momento, o resultado é desfavorável às intenções de Lula - quatro juízes votaram pela manutenção do entendimento de que um condenado em segunda instância deve continuar preso, a situação penal atual do político, e apenas três se decidiram por passar a prender só após esgotados todos os recursos. Um destes três, porém, foi a juíza Rosa Weber, cujo voto era considerado decisivo por ser o de mais difícil previsão. Assim, a julgar pelos precedentes dos juízes que vão votar hoje, o mais provável é que o resultado chegue a 5-5. Cabendo, então, ao atual presidente da corte, Dias Toffoli, o chamado voto de Minerva. E Toffoli, muito provavelmente, optará pela condenação apenas após trânsito em julgado.

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