Exclusivo Urânio, petroleiro, drones e Interpol: Irão testa Trump à espera de Biden

Um ano depois da morte do general Soleimani às mãos dos EUA e a poucos dias da entrada de um novo inquilino na Casa Branca, Teerão aumenta as atitudes de provocação.

Um ano após a morte do general Qasem Soleimani, o poderoso líder da Força Quds (a elite dentro dos Guardas da Revolução), num ataque de drones norte-americano no Iraque, o Irão tem multiplicado as palavras e os gestos de provocação: anunciou um aumento do enriquecimento do urânio, apreendeu um petroleiro de bandeira sul-coreana no golfo Pérsico e lançou um exercício militar com drones. A cereja no topo do bolo é meramente simbólica: pediu à Interpol que lance um alerta vermelho para a detenção do presidente norte-americano, Donald Trump, por causa da morte de Soleimani.

As ações do Irão são mais um teste a Trump, que em meados de novembro terá pedido aos conselheiros opções para um eventual ataque contra as centrais nucleares iranianas. Na semana passada, os norte-americanos realizaram também voos dos seus bombardeiros B-52 sobre o golfo e, ainda no domingo, os EUA recuaram na decisão anunciada três dias antes de retirar o porta-aviões Nimriz da região. Uma resposta aos avisos feitos na véspera pelo líder dos Guardas da Revolução, Hossein Salami, que prometeu responder a qualquer "ação do inimigo" e a alegadas ameaças contra o próprio Trump.

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