Formar médicos no privado? Nem a Católica passa no exame
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Formar médicos no privado? Nem a Católica passa no exame

Abertura de um novo curso de Medicina numa instituição superior privada volta a ser chumbada, mantendo o ensino restrito a sete universidades públicas que neste ano abriram 1441 vagas. O país está a formar médicos suficientes ou o número tem de aumentar? Ordem diz que não há falta de médicos, governo sustenta que "há necessidade de formação de um maior número" de profissionais.

Há dez anos que várias universidades privadas portuguesas tentam abrir um curso de Medicina, uma pretensão que teve até agora uma única resposta - "não". Desta vez foi a Universidade Católica Portuguesa a ver recusada a proposta para formar novos médicos: a A3ES, a Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior, anunciou que deu parecer negativo ao plano de formação apresentado por aquela instituição, que quer abrir uma nova Faculdade de Medicina no concelho de Sintra.

A rejeição aprovada pelo conselho de administração da A3ES acompanhou de perto os pareceres negativos dados pela Ordem dos Médicos (OM) e por uma comissão de peritos nomeada pela agência, que apontaram questões pedagógicas, tempo insuficiente de contacto com a prática clínica, e sobreposição de oferta, dada a localização da faculdade na área da Grande Lisboa, onde já existem duas instituições de ensino superior público com oferta nesta área. Apontado é ainda o facto de a equipa docente ser, em parte, originária das duas faculdades públicas que ministram cursos de Medicina na capital, pelo que a aprovação do curso poria em risco a formação nessas instituições.

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