Premium Demissão de André Ventura "é ato indigno" para ter palco

Os comentadores políticos não têm dúvidas de que o líder do Chega anunciou a demissão para ter protagonismo político num momento em que o país está completamente absorvido pelo combate à pandemia de covid-19. Ventura insiste que é preciso "clarificação" no partido.

Pedro Marques Lopes é o mais contundente a analisar a anunciada demissão da liderança do Chega de André Ventura. "Acho que é um ato miserável e indigno, que o oportunista Ventura está a fazer". O comentador político argumenta que o também deputado "percebeu que não estava a ter palco" neste momento crítico, em que o debate entre forças partidárias está praticamente suspenso, e "criou este número político para ter atenção". O que já tinha procurado sem sucesso, afirma Marques Lopes, com os últimos cartazes que o Chega colocou na rua.

Também acutilante se mostra Pedro Adão e Silva perante a atitude de Ventura. O também comentador político invoca uma das frases de André Ventura, no desafio que lançou ao que disse serem opositores internos, a de que "é altura de os ratos abandonarem o navio". Então, diz Adão e Silva, "o partido corre o risco de ficar totalmente vazio e, certamente, o líder não vai ser o mesmo".

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