Premium Farto de corrupção, Kosovo pode eleger primeira mulher PM

Kosovares, de maioria albanesa, são chamados a votar, neste domingo, nas quartas eleições desde a independência em 2008. A maioria da população, 53%, são jovens com idades abaixo dos 25 anos.

Quando ainda era criança, Vjosa Osmani escutava as conversas dos homens que se juntavam na sala da sua casa e discutiam com o pai o futuro político e a eventual separação do Kosovo da Sérvia. O que se seguiu é sabido. Guerra. Morte. Negociações que não levaram a lado nenhum. Independência unilateral. Tensão e conflito político Pristina-Belgrado. Desemprego, êxodo, falta de perspetivas de vida, dificuldades económicas, descontentamento em relação à corrupção. Hoje, esta deputada formada em Direito nos EUA, com 38 anos, quer ser a primeira mulher a chegar à chefia do governo do Kosovo.

"Posso fazê-lo porque sou uma mulher, precisamente por causa disso", declarou à AFP a cabeça-de-lista do partido Liga Democrática do Kosovo (LDK). Este foi cofundado em 1989 por Ibrahim Rugova, considerado como "o pai da nação". "Em 90% dos casos são os homens que estão envolvidos na corrupção. Uma mulher tem uma visão diferente. Do Estado. De como cuidar dos nossos cidadãos", afirmou, à Reuters, a candidata àquelas que são as quartas eleições no Kosovo no espaço de 11 anos - desde que se declarou independente da Sérvia (no dia 17 de fevereiro de 2008).

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