Empresários travam a fundo criação de emprego até janeiro

INE. Desde que eclodiu a guerra na Ucrânia, e apesar dos meses de verão fulgurantes devido ao turismo, a economia portuguesa já perdeu quase 20 mil empregos até setembro. No grupo populacional com 25 anos ou mais, já há destruição líquida de postos de trabalho face há um ano e desemprego começou a subir.
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A economia portuguesa está a perder força e isso já começa a ser visível nos indicadores de emprego e de desemprego do Instituto Nacional de Estatística (INE).

O emprego está a caminho da estagnação, a taxa de desemprego, ainda baixa, está a subir lentamente, as expectativas dos empresários relativamente à contratação e criação de postos de trabalho nos próximos três meses estão a cair a pique em todos os setores analisados.

Segundo o INE, o emprego total cresce cada vez menos, tendo avançado apenas 0,8% em setembro face a igual mês de 2021. Este valor, ainda preliminar, é o mais fraco desde março de 2021, estava Portugal a reerguer-se da pior vaga da pandemia.

Se o período de observação começar quando eclodiu a guerra na Ucrânia (final de fevereiro), então aí torna-se claro que mesmo com um verão turístico fulgurante, a economia portuguesa perdeu quase 20 mil empregos desde início da guerra e crise inflacionista até ao último mês de setembro.

Mas o INE mostra, por exemplo, que há partes do emprego total que podem estar já a ceder, mesmo quando se compara com setembro do ano passado.

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