Premium São estrangeiros, fluentes em português, mas implicam com "cabeça de alho chocho"

A finlandesa Katriina Pirnes, o indiano Shiv Kumar Singh, o francês Laurent Goater, a americana Eileen McDonough, o croata Ivica Maricic e a sul-coreana Jin Sun Lee contam o primeiro contacto com a língua portuguesa. E como depois de tantos anos ainda há expressões que os deixam perplexos.

Estávamos em 1983, e foi a uma Vila Nova de Mil Fontes ainda longe das enchentes do século XXI que Ivica Maricic chegou numa noite de verão mal iluminada. Confiante nos seus conhecimentos de espanhol e italiano, e nas aulas de latim, o croata escolheu uma tasca para o jantar. Mas o menu, todo em português e escrito à mão, foi um verdadeiro desafio. "Ia pedindo pratos de carne e peixe, sem saber bem o que era. Mas depois vi uma coisa chamada "Verdes". Convencido que devia ser um acompanhamento, pedi dois diferentes e uma garrafa de vinho tinto. O empregado, olhou para nós com uma ar estranho mas lá foi e voltou com... uma garrafa de vinho tinto e duas de vinho verde!"

A anedota é contada por Ivic Maricic, antigo embaixador da Croácia em Lisboa e autodidata na sua aprendizagem do português. Mas as dificuldades que encontrou nos primeiros contactos com a nossa língua não diferem muito das que outros estrangeiros sentiram. Seja o francês Laurent Goater, a finlandesa Katriina Pirnes, o indiano Shiv Singh, a americana Eileen McDonough ou a sul-coreana Jin Sun Lee.

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