Exclusivo Ensinar manobras de reanimação pode tornar-se obrigatório já em 2019-2020

Todos os anos, 10 a 12 mil portugueses sofrem uma paragem cardiorrespiratória. A taxa de sobrevivência é de 3%. Poderia ser muito mais elevada se cada cidadão fosse ensinado a reanimar. É isso que pretende o Movimento Cívico Salvar Mais Vidas com a petição que entregou no Parlamento há um ano e que hoje é discutida em plenário. PCP, BE, PEV, CDS e PSD têm projetos de resolução.

O dia 26 de janeiro de 2016 marcou a vida de Gabriel Boavida. O irmão, o ator José Boavida, morreu aos 51 anos, vítima de uma paragem cardiorrespiratória, a poucos metros do hospital Amadora-Sintra, depois de ter estado 20 dias em coma com "o cérebro todo destruído".

José Boavida não foi socorrido nos primeiros cinco, dez ou 15 minutos, foi socorrido ao fim de 40. As jovens que o encontraram não sabiam fazer manobras de reanimação, não o puderam ajudar. A agravar a situação: o hospital Amadora-Sintra não tinha naquele dia disponível a VEMER (viatura de emergência médica e de reanimação) que era obrigatória.

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