Premium As coisas vão piorar

A personagem Jair Bolsonaro, agora presidente de um país com que partilhamos tanta história comum e tanto afeto, só pode causar tristeza e náusea a quem professa os ideais da democracia, da tolerância, dos direitos humanos, do Estado de direito.

Se cumprir as suas promessas, adivinha-se um período negro de intolerância para as minorias, os dissidentes, a cultura. Mas, pelo contrário, o seu programa económico, de forte pendor liberal, pode ter sucesso e inverter a situação calamitosa em que o país se encontra. Tal como sucedeu no Chile de Pinochet, e está a suceder em países que seguem uma via autoritária para impor reformas de cariz liberal na economia, aliviando o peso asfixiante do Estado e dos seus impostos e com isso promovendo o investimento, o emprego, o aumento da riqueza.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Adriano Moreira

O relatório do Conselho de Segurança

A Carta das Nações Unidas estabelece uma distinção entre a força do poder e o poder da palavra, em que o primeiro tem visibilidade na organização e competências do Conselho de Segurança, que toma decisões obrigatórias, e o segundo na Assembleia Geral que sobretudo vota orientações. Tem acontecido, e ganhou visibilidade no ano findo, que o secretário-geral, como mais alto funcionário da ONU e intervenções nas reuniões de todos os Conselhos, é muitas vezes a única voz que exprime o pensamento da organização sobre as questões mundiais, a chamar as atenções dos jovens e organizações internacionais, públicas e privadas, para a necessidade de fortalecer ou impedir a debilidade das intervenções sustentadoras dos objetivos da ONU.