Premium Agustina Bessa-Luís não era só 'A Sibila'

A escritora vai a enterrar esta terça-feira no cemitério de Peso da Régua após as cerimónias fúnebres na Sé Catedral do Porto. O governo decretou um dia de luto nacional.

Não há pior mal para um escritor do que ficar marcado por uma quase primeira obra espetacular e a partir desse momento a carreira girar principalmente em torno desse título. Agustina Bessa-Luís, que morreu após uma longa ausência da vida pública por doença que a retirou do mundo, foi uma dessas situações. Causa: o romance ASibila.

Publicado quase no início da sua vida literária, o romance A Sibila serviu sempre de bilhete de identidade a uma autora que alguns leram no tempo de publicação, espantados com aquele fulgor inspirativo pouco habitual na literatura produzida em tempo salazarento; outros foram lendo entre as novidades anuais que a escritora nunca deixou de lançar até ao momento de se retirar - mesmo aí havia obras no baú, e ontem era a palavra-chave de uma obra gigante quando os que se despediam de Agustina Bessa-Luís necessitavam de um exemplo.

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