Premium Ataque a centro de migrantes põe o foco numa Líbia dividida

Nações Unidas falam em possível "crime de guerra" no caso da morte de 44 migrantes num ataque em plena ofensiva do marechal Haftar, apoiado pelo governo a leste, para conquistar Tripoli.

Um ataque aéreo a um centro de detenção de migrantes a leste de Tripoli causou a morte a 44 pessoas, deixando ainda mais de 130 feridas. O balanço é das Nações Unidas, com o enviado especial para a Líbia, Ghassan Salame, a falar de um possível "crime de guerra". O governo de Tripoli, reconhecido internacionalmente, culpa as forças do marechal Khalifa Haftar, que desde abril tenta conquistar a capital, de estar por detrás do ataque, mas este aponta o dedo às forças governamentais.

A Líbia é um dos principais portos de saída dos migrantes africanos (a maioria das vítimas do ataque de terça-feira à noite eram da África subsariana) que tentam chegar de barco a Itália. Mas muitos dos que tentam partir e são apanhados em águas internacionais são devolvidos à guarda costeira líbia, apoiada pela União Europeia. A política de "devolução" de migrantes tem sido criticada pelas Nações Unidas.

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