Premium Nobel de Saramago: comemorações tardam mas parece que não falham

O editor de José Saramago acha que os 20 anos do Nobel da Literatura estão a ser mal comemorados. O Ministério da Cultura não pensa o mesmo, nem a APEL. Entretanto, os leitores vão poder ler um inédito, o 6º Caderno de Lanzarote.

A polémica em torno da ausência de comemorações oficiais e significativas nos 20 anos sobre o anúncio do Prémio Nobel da Literatura a José Saramago está a subir de tom desde que ontem, durante a revelação do inédito do escritor a ser publicado a 8 de outubro - data em que se soube da decisão da Academia Sueca - o atual editor da obra, Manuel Alberto Valente, questionou as autoridades oficiais portuguesas para o descaso que considera estar a verificar-se.

Para Valente em causa está principalmente o Ministério da Cultura, contrapondo que "ironicamente estamos num ano em que não vai haver Nobel e é a melhor razão para se comemorar José Saramago". Acrescentou: "Não tenho conhecimento de que esteja preparada uma celebração nacional... Pode ser que sim, mas a existir está em segredo."

Ler mais

Exclusivos

Premium

Leonídio Paulo Ferreira

Nuclear: quem tem, quem deixou de ter e quem quer

Guerrilha comunista na Grécia, bloqueio soviético de Berlim Ocidental ou Guerra da Coreia são alguns dos acontecimentos possíveis para datar o início da Guerra Fria, que alguns até fazem remontar à partilha da Europa em esferas de influência por Churchill e Estaline ainda o nazismo não tinha sido derrotado. Mas talvez 29 de agosto de 1949, faz agora 70 anos, seja a melhor opção, afinal nesse dia a União Soviética fez explodir a sua primeira bomba atómica e o monopólio da arma pelos Estados Unidos desapareceu. Sim, foi o teste em Semipalatinsk que estabeleceu o tal equilíbrio do terror, primeiro atómico e depois nuclear, que obrigou as duas superpotências a desistirem de uma Guerra Quente.