Premium A importância de se chamar Madonna

Em nome de um alegado interesse nacional, parece que estamos sempre dispostos a tudo: a desburocratizar processos e, às vezes, até a atropelar todas as regras

Eu não sei quantos carros tem a Madonna. Quanto custa a casa que comprou ou que investimentos está a pensar fazer. Não sei, nem quero saber. Dou-me por satisfeito que uma vedeta mundial, como ela, goste de Portugal. Que, apesar de todos defeitos e virtudes que este país tem, mesmo assim ela queira cá viver. Porque é isso que eu sinto: eu gosto de Portugal com o que tem de bom, aceitando o que tem de mau.

Mas incomoda-me que, quando estamos perante as Madonnas desta vida, tentemos ser um país que não somos. Em nome de um alegado interesse nacional, parece que estamos sempre dispostos a tudo: a desburocratizar processos e, às vezes, até a atropelar todas as regras, só para ficarmos bem na fotografia, com medo que "eles" vão embora ou que façam má publicidade ao país.

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