Exclusivo "Nova política brasileira" caducou em dois anos

Dois governadores eleitos na onda de Bolsonaro já foram alvo de impeachment. O prefeito do Rio de Janeiro está preso. Deputados perdem relevância. E o eleitor vira-se, afinal, para a "velha política".

A última imagem pública de Marcelo Crivella, o prefeito do Rio de Janeiro que se tornou um dos símbolos da "nova política" à brasileira, é a caminho de uma cela, rodeado de polícias, acusado de corrupção. Um destino, afinal, não muito diferente do dos ex-governadores Sérgio Cabral e Luiz Fernando Pezão, presos pelo mesmo motivo, e de outras lideranças conotadas com a "velha política" que os eleitores quiseram erradicar nas urnas há dois anos. Nesses dois anos, portanto, a "nova política" à brasileira caducou.

Crivella, que procurou esconder na campanha à prefeitura de 2016 ter sido senador e ministro das Pescas e exaltar a sua condição de "não político", bispo da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), sobrinho de Edir Macedo e cantor gospel nas horas vagas, perdeu a corrida à reeleição na prefeitura carioca nas municipais de novembro. Era apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro, o expoente máximo da "nova política" (embora político há 30 anos) que viu a maioria dos candidatos municipais que apadrinhou serem derrotados de norte a sul do país.

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