Premium As cicatrizes de Bolsonaro no Natal brasileiro

Como na tomada de posse o presidente Jair Bolsonaro optou por fazer discursos de campanha eleitoral em vez de discursos de Estado, falando, mesmo sem o citar, mais no PT do que no seu próprio governo, recuemos uma semana e situemo-nos no que se passou no Brasil real nas festas de Natal.

E nem são para aqui chamados, por mais dramáticos que sejam, os números da Operação Natal da polícia rodoviária federal do Brasil que indicam 89 mortos e 1485 feridos entre os dias 21 e 25 de dezembro. Nem os igualmente trágicos registos de sete mortos e cinco feridos em tiroteios, só na cidade de São Paulo, na noite da consoada.

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Elizabeth Warren tem um plano

Donald Trump continua com níveis baixos de aprovação nacional, mas capacidade muito elevada de manter a fidelidade republicana. A oportunidade para travar a reeleição do mais bizarro presidente que a história recente da América revelou existe: entre 55% e 60% dos eleitores garantem que Trump não merece segundo mandato. A chave está em saber se os democratas vão ser capazes de mobilizar para as urnas essa maioria anti-Trump que, para já, é só virtual. Em tempos normais, o centrismo experiente de Joe Biden seria a escolha mais avisada. Mas os EUA não vivem tempos normais. Kennedy apontou para a Lua e alimentava o "sonho americano". Obama oferecia a garantia de que ainda era possível acreditar nisso (yes we can). Elizabeth Warren pode não ter ambições tão inspiradoras - mas tem um plano. E esse plano da senadora corajosa e frontal do Massachusetts pode mesmo ser a maior ameaça a Donald Trump.