Premium Nova liderança do SPD deixa Alemanha em suspenso

O "Robin dos Bosques" da Renânia e a deputada especialista em tecnologia surpreenderam ao vencer as eleições do partido social-democrata. Ambos querem mudar a agulha da coligação do governo, mas a CDU de Merkel não quer mudanças.

Até sexta-feira, quando os delegados do SPD se reunirem em congresso, os alemães, avessos à incerteza e à instabilidade políticas desde o pós-guerra, vão permanecer na dúvida sobre o futuro próximo do governo. A vitória da dupla Norbert Walter-Borjans e Saskia Esken para a coliderança do Partido Social-Democrata (SPD), anunciada no sábado, põe em causa a manutenção deste na chamada grande coligação com os democratas-cristãos da CDU e o seu partido irmão da Baviera, a CSU.

O ex-ministro das Finanças da Renânia do Norte-Vestefália e a deputada no Bundestag fizeram campanha com base na premissa de que iriam renegociar com o partido de Angela Merkel os termos do acordo de coligação. As prioridades são abandonar a política de rigor orçamental e em troca aumentar o salário mínimo para 12 euros por hora, o investimento na educação, na ferrovia e no digital e em políticas de combate às alterações climáticas.

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