Premium Dia de luto em Hong Kong ensombra comemorações em Pequim

Ativistas pró-democracia desafiaram proibição de manifestação no Dia Nacional da China. Foram detidas 180 pessoas e 66 foram hospitalizadas.

Na tribuna onde Mao Tsé-Tung proclamou a República Popular da China, no dia 1 de outubro de 1949, na Praça Tiananmen, o atual presidente declarou: "Não há força que possa abalar as fundações desta grande nação." Xi Jinping, vestido como o fundador do regime comunista, presidiu às festividades, uma demonstração de músculo militar e de tecnologia de ponta com 15 mil soldados, mais de 500 tanques e outros veículos blindados, dezenas de aviões de caça e de helicópteros e um míssil intercontinental.

À parada militar seguiu-se a civil, com cem mil participantes e 70 carros alegóricos a exaltar os grandes feitos do país, que em sete décadas passou de uma economia baseada na agricultura de subsistência para a segunda maior do mundo. Entre os dirigentes chineses estava a chefe do executivo de Hong Kong, Carrie Lam, que ouviu Xi Jinping afirmar que a China "deve cumprir" a política de um país, dois sistemas - como é aplicado em Hong Kong e Macau -, "manter a prosperidade e a estabilidade a longo prazo" daquele centro financeiro.

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