Premium Confrontos sobrepõem-se às celebrações do 1.º de Maio em Paris

Quatro centenas de detidos nos confrontos dos coletes amarelos e dos radicais contra polícias marcaram o Dia do Trabalhador na capital francesa.

Meses de protestos dos coletes amarelos em Paris culminaram ontem em confrontos com a polícia de choque e onde os radicais conhecidos como black blocs tiveram papel ativo, culminando na detenção de quase 400 manifestantes e milhares de controlos preventivos.

A violência acabou por abafar a ação com que os sindicalistas queriam assinalar o Dia do Trabalhador, tendo o líder da Confederação Geral do Trabalho (CGT) sido afastado da manifestação e impedido de intervir em Paris. Os confrontos ficaram marcados pelo lançamento de pedras, vidros partidos e lixo queimado, tendo alastrado a outras cidades de França, segundo os relatos da imprensa gaulesa.

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Elizabeth Warren tem um plano

Donald Trump continua com níveis baixos de aprovação nacional, mas capacidade muito elevada de manter a fidelidade republicana. A oportunidade para travar a reeleição do mais bizarro presidente que a história recente da América revelou existe: entre 55% e 60% dos eleitores garantem que Trump não merece segundo mandato. A chave está em saber se os democratas vão ser capazes de mobilizar para as urnas essa maioria anti-Trump que, para já, é só virtual. Em tempos normais, o centrismo experiente de Joe Biden seria a escolha mais avisada. Mas os EUA não vivem tempos normais. Kennedy apontou para a Lua e alimentava o "sonho americano". Obama oferecia a garantia de que ainda era possível acreditar nisso (yes we can). Elizabeth Warren pode não ter ambições tão inspiradoras - mas tem um plano. E esse plano da senadora corajosa e frontal do Massachusetts pode mesmo ser a maior ameaça a Donald Trump.