Maria de Jesus na Maternidade da Cidade da Beira apoiada pela Cruz Vermelha.
Premium

Moçambique

"É mais uma menina." Portugueses já ajudam aos partos na Beira

A vida não para após a tragédia do ciclone Idai. Médicos e enfermeiros portugueses que chegaram com a Cruz Vermelha ajudam como podem em maternidades e hospitais, alguns improvisados.

É menina, pesa 2080 gramas, nasceu às 15.25 desta segunda-feira, duas semanas antes do termo de gravidez. Filha e mãe estão bem de saúde. É o quinto parto do dia na maternidade do Centro de Saúde Urbano do Macurungo e o terceiro a que assiste a enfermeira obstetra Maria de Jesus que chegou há três horas de Portugal com o avião da Cruz Vermelha Portuguesa. Os partos são contínuos, filhos de mães que têm o primeiro filho muito antes dos 18 anos.

A mãe desta menina, que ainda não tem nome como a maioria dos recém-nascidos - é a família que o irá escolher e quem tem a primeira palavra é o pai -, é Luísa Francisco, que acabou de atingir a maioridade. Maria de Jesus ficou surpreendida com a situação que encontrou: "As únicas coisas que a maternidade tem são os lençóis e as macas. As mães trazem duas capulanas [pano tradicional] para tapar a mãe e o bebé, esta como era novinha só trouxe uma, exatamente a mesma situação que encontrei em Timor." Isso foi há dez anos.

Ler mais

Mais Notícias

Outros conteúdos GMG