Pedro Reis: “O desafio para Portugal é colocar os outros setores onde está o turismo”

Pedro Reis: “O desafio para Portugal é colocar os outros setores onde está o turismo”

Ministro da Economia defende necessidade de criar um "reequilíbrio" através do crescimento dos restantes setores da economia nacional.
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O Ministro da Economia defendeu este sábado, 26, a necessidade criar um reequilíbrio entre as várias atividades da economia nacional e o turismo. “O desafio para Portugal é colocar os outros setores onde está o turismo”, apontou o governante que falava esta manhã no 49º Congresso da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT), que termina hoje em Huelva, Espanha.

Recorde-se que no ano passado o turismo gerou um contributo direto e indireto de 33,8 mil milhões de euros para o Produto Interno Bruto (PIB) português, o que corresponde a um peso de 12,7%, Já o o crescimento do Valor Acrescentado Bruto (VAB) gerado pelo turismo avançou 16%, atingindo os 21 051 milhões de euros , representando 9,1% do VAB nacional. No que respeita a receitas, este ano será batido um novo recorde de 27 mil milhões de euros.

O governante recusou, ainda assim, "alinhar na compartimentação da economia" referindo que o turismo "puxa por outras atividades como a indústria, os serviços e o setor agrícola", por exemplo. 

"Temos sorte na força e nos nossos profissionais do turismo que nos constroem um setor que nos coloca na ponta da economia mundial", reiterou. 

Pedro Reis adiantou ainda que na próxima semana o Governo irá operacionalizar a Linha Turismo+Sustentável, gerida pelo Banco Português de Fomento (BPF) com uma dotação de 50 milhões de euros, com garantia mútua em crédito para apoiar investimentos na área da sustentabilidade ambiental.

"Os portugueses estão cansados de anúncios, querem execução"

Numa análise mais lata aos desafios da economia portuguesa, o Ministro defendeu que a fiscalidade é fundamental “para o crescimento e atração de investimento”. “O IRC é crítico e é uma sinalização importante ao investimento externo”. “Precisamos de ir mais longe para fazer a diferença”, assumiu.

Já energia e a neutralidade carbónica foram apontados como o segundo ponto na lista, seguindo-se o licenciamento. “Temos de agilizar esta matéria e recuperar o equilíbrio. A administração pública tem muito medo de decidir”, apontou.

Por fim, o talento e a qualificação que são, na opinião de Pedro Reis, “a chave da economia portuguesa”. O Ministro destacou a necessidade de "radiografar matricialmente a economia portuguesa de competências, setor a setor, região a região” e comprometeu-se a agir no sentido de resolver os desafios enumerados.

“Os portugueses estão cansados de anúncios, querem execução. Nós assumimo-nos como um Governo de ação”, garantiu, defendendo que esta será a via para “reconstruir a relação com o eleitorado”.

*A jornalista viajou para Huelva a convite da APAVT

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