A taxa que mede a variação dos preços foi inferior em 0,1 pontos percentuais (p.p.) à registada em maio, com o abrandamento dos preços dos combustíveis.
A taxa que mede a variação dos preços foi inferior em 0,1 pontos percentuais (p.p.) à registada em maio, com o abrandamento dos preços dos combustíveis.Foto: Paulo Spranger

Inflação desce em junho com combustíveis mais baratos, mas alimentação continua a pressionar os preços

Segundo o INE, a variação do índice relativo aos produtos energéticos abrandou para 9,1%, depois de 13,1% em maio, “refletindo uma redução dos preços dos combustíveis”.
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A taxa de inflação abrandou para 3,2% em junho, segundo os dados divulgados hoje pelo INE, que confirmam a estimativa rápida da instituição. A taxa que mede a variação dos preços foi inferior em 0,1 pontos percentuais (p.p.) à registada em maio, com o abrandamento dos preços dos combustíveis.

O indicador de inflação subjacente, que exclui produtos alimentares não transformados e energéticos, registou, em junho, uma taxa de variação homóloga de 2,5%, 0,3 pontos percentuais acima do verificado em maio. Segundo o INE, a variação do índice relativo aos produtos energéticos abrandou para 9,1%, depois de 13,1% em maio, “refletindo uma redução dos preços dos combustíveis”.

Já o índice dos produtos alimentares não transformados desacelerou de 5,7% em maio para 5,1% no mês em análise. O gabinete de estatísticas destaca que em junho, nas classes com maiores contribuições positivas para a variação homóloga do IPC, encontram-se os transportes, restaurantes e serviços de alojamento e produtos alimentares e bebidas não alcoólicas.

Por outro lado, as classes do vestuário e calçado e da informação e comunicação fizeram baixar o índice de preços. Face ao mês anterior, a variação do IPC foi de 0,1% em junho (0,2% em maio e 0,1% em junho de 2025), estimando-se uma variação média nos últimos 12 meses de 2,6% (2,5% no mês anterior).

Quanto ao Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) português, que permite uma melhor comparação com outros países, verificou-se uma variação homóloga de 3,1%, idêntica ao mês precedente. Esta taxa foi superior em 0,3 p.p. à da área do Euro.

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