Indicador de confiança dos consumidores aumentou em dezembro
Indicador de confiança dos consumidores aumentou em dezembro Luís Costa Carvalho

Indicador de confiança dos consumidores aumentou ligeiramente em dezembro

Sentimento resulta de uma melhoria nas perspetivas sobre a evolução da economia do país e das intenções de realizar compras de maior montante, de acordo com o INE.
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O indicador de confiança dos consumidores aumentou ligeiramente em dezembro, com uma melhoria nas perspetivas sobre a evolução da situação económica do país e sobre as expectativas de realizar compras importantes, indicam estatísticas divulgadas esta sexta-feira, 2, pelo INE.

A melhoria no indicador de confiança ocorre depois de uma diminuição em novembro, resultando “dos contributos positivos das perspetivas sobre a evolução futura da situação económica do país e da realização de compras importantes por parte das famílias”, explica o Instituto Nacional de Estatística (INE) na síntese sobre os inquéritos de conjuntura às empresas e aos consumidores.

Em sentido oposto, “as expectativas da situação financeira do agregado familiar e as opiniões sobre a evolução passada da situação financeira do agregado familiar registaram contributos negativos” para o índice dos consumidores.

“O saldo das opiniões dos consumidores sobre a evolução passada dos preços diminuiu nos últimos dois meses, depois de ter aumentado significativamente em novembro, enquanto o saldo das expectativas sobre a evolução futura dos preços aumentou em dezembro, após as diminuições registadas nos três meses precedentes”, refere o INE.

Os dados obtidos pelo INE para este inquérito junto dos consumidores através de entrevistas telefónicas foram recolhidos entre 02 e 16 de dezembro, tendo o instituto estatístico obtido 1.134 respostas.

À semelhança do que aconteceu com os consumidores, também entre os empresários inquiridos pelo INE se observou uma melhoria nas apreciações sobre a conjuntura económica.

“O indicador de clima económico aumentou ligeiramente em dezembro, prolongando o movimento ascendente observado desde abril”, refere o INE.

Houve uma melhoria, embora o indicador de confiança só tenha aumentado nos serviços e, em sentido contrário, se observe uma diminuição no comércio, na indústria transformadora e na construção e obras públicas.

“O indicador de confiança nos serviços aumentou no último mês, após ter diminuído nos três meses anteriores, em resultado dos contributos positivos das perspetivas relativas à evolução da procura e das apreciações sobre a atividade da empresa”, detalha o INE.

Já a quebra no indicador de confiança do comércio acontece “após cinco meses consecutivos de aumentos, refletindo os contributos negativos das opiniões sobre o volume de vendas e das apreciações sobre as existências”.

Na indústria transformadora, a descida do indicador em dezembro acontece depois de ter “aumentado significativamente no mês anterior, refletindo os contributos negativos das opiniões sobre a evolução da procura global e das perspetivas de produção”.

Na construção e obras públicas, refere o INE, a diminuição observada em dezembro reflete os contributos negativos das perspetivas de emprego e das apreciações sobre a carteira de encomendas.

“O saldo de respostas das expectativas dos empresários sobre a evolução futura dos preços de venda aumentou nos últimos três meses nos serviços e, nos últimos dois meses, na indústria e no comércio, diminuindo apenas na construção”, indica o INE.

Os inquéritos aos empresários, realizados através do formulário digital Webinq, decorreram entre 01 e 22 de dezembro, com 1.266 respostas no setor do comércio, 666 na construção, 1.475 na indústria e 1.403 nos serviços.

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