IGCP coloca 1.250 milhões à taxa média de 1,990%

IGCP coloca 1.250 milhões à taxa média de 1,990%

Segundo a página do IGCP na agência Bloomberg, a procura atingiu 2.107 milhões de euros, 1,69 vezes o montante colocado, e o preço médio foi de 98,289%.
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O IGCP - Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública colocou hoje 1.250 milhões de euros, máximo do montante indicativo, em Bilhetes do Tesouro a 10 meses à taxa de juro média de 1,990%, foi anunciado esta quarta-feira, 7.

Segundo a página do IGCP na agência Bloomberg, a procura atingiu 2.107 milhões de euros, 1,69 vezes o montante colocado, e o preço médio foi de 98,289%.

Os BT hoje leiloados vencem em 20 de novembro de 2026.

Segundo o diretor de Investimentos do Banco Carregosa, Filipe Silva, "o custo que Portugal tem neste leilão acaba por estar em linha com as taxas do mercado secundário e reafirma a resiliência da dívida soberana portuguesa num contexto de transição macroeconómica".

Recordando que, quando comparado com o último leilão para o mesmo prazo, em junho, a taxa subiu de 1,94% para 1,99%, Filipe Silva afirma que "a ligeira subida, reflete um ajuste técnico e demonstra que os investidores interiorizaram a postura cautelosa do Banco Central Europeu, que em dezembro optou por manter as taxas de juro, validando a estratégia que o mesmo tem adotado de dependência de dados e que tem estabilizado as ‘yields’ de curto prazo na Europa".

Os Bilhetes do Tesouro são títulos de dívida pública de curto prazo, até um ano, o que permite ao Estado obter financiamento num modelo de gestão de tesouraria mais ágil.

No seu ‘site’, o IGCP explica que a colocação de Bilhetes do Tesouro no mercado primário de dívida “é assegurada por um grupo de bancos reconhecido pelo IGCP, designado por Especialistas em Bilhetes do Tesouro (EBT) e realizada principalmente através de leilões do tesouro” que são comunicados ao mercado.

Para este ano, as necessidades de financiamento líquidas do Estado rondam os 13.000 milhões de euros, de acordo com o Programa de Financiamento da República Portuguesa divulgado a 15 de dezembro pelo IGCP.

Segundo o documento, “a estratégia de financiamento para 2026 centrar-se-á na emissão de títulos de dívida pública em euros nos mercados financeiros, com a realização regular de emissões de Obrigações do Tesouro (OT)”, prevendo-se a obtenção de 24.000 milhões de euros através da emissão bruta de obrigações.

Em relação aos Bilhetes do Tesouro, o financiamento líquido resultante da emissão de BT deverá ter um impacto de 5.100 milhões de euros.

Na estratégia divulgada, o IGCP refere que vai realizar, como até aqui, leilões mensais de Bilhetes do Tesouro “na terceira quarta-feira de cada mês e, se se justificar, poderá também usar a primeira quarta-feira do mês”, como aconteceu hoje.

IGCP coloca 1.250 milhões à taxa média de 1,990%
IGCP realiza hoje leilão de Bilhetes do Tesouro a 10 meses

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