O Pixel 11 Pro no caregador sem fios magnético Pixelsnap, um dos acessórios oficiais.
O Pixel 11 Pro no caregador sem fios magnético Pixelsnap, um dos acessórios oficiais.Google

Google lança 11.ª geração de telefones Pixel e amplia ecossistema com localizador

A tecnológica apresentou a nova linha de dispositivos composta pelos smartphones Pixel 11, Pixel 11 Pro e Pixel 11 Pro XL, acompanhados pelo relógio Pixel Watch 5, bem como o inédito Pixel Tag. A introdução desta etiqueta de localização reforça a estratégia da empresa de consolidar uma oferta própria e integrada de hardware e conectividade.
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A Google anunciou formalmente esta quarta-feira, 12 de agosto, a 11.ª geração da sua família de dispositivos Pixel, introduzindo atualizações na arquitetura do processador, novas capacidades de processamento de inteligência artificial a correr diretamente no dispositivo e uma expansão no catálogo de acessórios.

Com esta vaga de lançamentos, a tecnológica norte-americana dá mais um passo no desenvolvimento de uma rede de produtos interligados, aproximando-se ainda mais da abordagem de ecossistema integrado historicamente associada à Apple, onde o hardware, o sistema operativo e os serviços interagem de forma fechada e otimizada.

A etiqueta localizadora Pixel Tag é a novidade de hardware.
A etiqueta localizadora Pixel Tag é a novidade de hardware.Google

Em termos de infraestrutura de hardware, a novidade é o Pixel Tag, uma vez que se trata do primeiro dispositivo de localização individual desenvolvido pela marca. Destinado ao rastreio de objetos pessoais, o acessório apresenta dimensões reduzidas de 28 por 46,1 milímetros, um peso de 11,8 gramas com pilha incluída e certificação de resistência IP67 contra água e poeira. O dispositivo utiliza uma combinação de tecnologias de rádio que inclui Bluetooth Channel Sounding e Ultra-Wideband (UWB), permitindo a localização de alta precisão num raio de até 50 metros quando emparelhado com telemóveis compatíveis.

A Pixel Tag em perspetiva de escala.
A Pixel Tag em perspetiva de escala.Google

Internamente, o Pixel Tag integra um acelerómetro, um altifalante para emissão de alertas sonoros e funciona com uma pilha de botão CR2032 substituível pelo utilizador, cuja autonomia estimada supera um ano de utilização regular. Ainda que, pelas definições, se pareça muito com uma MotoTag, da Motorola (incluindo o facto de usar pilha e não bateria recarregável), a adição deste acessório permite à Google fechar a sua oferta entre smartphones, wearables e, agora,  localização de objetos sob a mesma infraestrutura de software Android, rivalizando diretamente com a rede Find My da Apple e os seus AirTags.

Smartphones Pixel 11: silício, ecrãs e câmaras

No centro do anúncio desta quarta-feira está a gama de smartphones, estruturada no modelo base Pixel 11, equipado com um ecrã OLED de 6,3 polegadas e taxa de atualização variável entre 60 e 120 Hz, bem como nos modelos topo de gama Pixel 11 Pro, de 6,3 polegadas, e Pixel 11 Pro XL, de 6,8 polegadas. Ambas as versões Pro utilizam painéis LTPO capazes de oscilar entre 1 e 120 Hz para maior eficiência energética, atingindo picos de luminosidade de 3600 nits e incluindo uma proteção adicional contra riscos no vidro Corning Gorilla Glass Victus 2.

Toda a linha é alimentada pelo novo processador Google Tensor G6, fabricado para otimizar o consumo energético e acelerar tarefas de computação neural através de uma unidade de processamento de IA (TPU) que se anuncia 50% mais potente do que na geração anterior.

O silício opera em conjunto com o coprocessador de segurança Titan M3, projetado com suporte para encriptação pós-quântica no arranque do sistema.

O Pixel 11 "standard" nas suas variantes. É visível como a altura da câmara foi reduzida relativamente à geração anterior.
O Pixel 11 "standard" nas suas variantes. É visível como a altura da câmara foi reduzida relativamente à geração anterior.Google

Ao nível da memória, o modelo base inclui 12 GB de RAM e 256 GB de armazenamento interno, enquanto as versões Pro chegam aos 16 GB de RAM e até 1 TB de capacidade de armazenamento com tecnologia Zoned UFS.

No capítulo da fotografia e vídeo, o Pixel 11 integra um sistema traseiro com sensor principal de 48 megapíxeis, ultra grande-angular de 13 megapíxeis e teleobjetiva de 10,8 megapíxeis com zoom ótico de 5x. Já os modelos Pro elevam o sensor principal para 50 megapíxeis e utilizam sensores de 48 megapíxeis nas câmaras ultra grande-angular e teleobjetiva, permitindo ampliação digital até 120x (a geração anterior fazia 100x) com processamento computacional. O modo de vídeo das versões Pro inclui capacidade de gravação em resolução 8K a 30 fotogramas por segundo através da tecnologia Video Boost operada no servidor, além do novo sistema de estabilização cinematográfica Pro Stable Video.

Inteligência artificial local

A integração do modelo de linguagem Gemini Nano nos aparelhos permite a execução de tarefas de inteligência artificial diretamente no chip, sem necessidade de ligação contínua à nuvem, o que é um dos trunfos destes aparelhos. Entre as funcionalidades integradas estão a remoção automática de hesitações na conversão de voz para texto, a assistência à escrita no teclado Gboard e a tradução em tempo real de língua gestual captada pela câmara frontal para texto. No domínio da conectividade e partilha, o sistema operativo Android 17 traz suporte direto para partilha de ficheiros via Partilha Rápida com equipamentos iOS e macOS (através de compatibilidade com a tecnologia AirDrop), além de suporte para comunicações de emergência SOS via satélite.

O Pixel 11 XL nas suas variantes coloridas.
O Pixel 11 XL nas suas variantes coloridas.Google

Quanto à bateria dos aparelhos, estes têm uma gestão energética adaptativa que promete uma autonomia superior a 30 horas de utilização. O carregamento com fios de 45 watts permite atingir até 75% da carga em cerca de 30 minutos no Pixel 11 Pro XL, enquanto o ecossistema magnético Pixelsnap (com certificação Qi2.2) assegura carregamento sem fios até 25 watts.

Novidade – e exclusivo dos modelos Pro – é o sistema HiLight, um conjunto de luzes LED situadas na parte traseira em redor do módulo de câmara. O sistema emite alertas visuais personalizáveis para chamadas de contactos prioritários ou indica o estado de processamento das interações com o assistente Gemini quando o telemóvel se encontra virado para baixo. Com isto, a Google retirou o termómetro dos Pixels, algo que tinha sido introduzido no Pixel 8 e permitia medir a temperatura a objetos e, até, verificar se a pessoa tinha febre. A telemetria da empresa terá dado conta que o sistema era muito pouco utilizado.

Pixel Watch 5 e a lacuna no catálogo

A acompanhar os novos telefones e a tag, a empresa apresentou a quinta geração do seu relógio inteligente, o Pixel Watch 5, disponível em caixas de alumínio reciclado de 41 milímetros e 45 milímetros, tal como a geração anterior. Equipado com o processador Qualcomm Snapdragon W5 Gen 2 e a correr o sistema Wear OS 7.0, o relógio inclui um ecrã AMOLED LTPO com brilho máximo de 3000 nits, suporte para SOS via satélite e uma panóplia de sensores biométricos que abrange eletrocardiograma (ECG), oxigénio no sangue (SpO2), condutância da pele (cEDA) para monitorização de stresse e medição de temperatura cutânea.

O Watch 5 mantém a forma de carregamento do seu antecessor.
O Watch 5 mantém a forma de carregamento do seu antecessor.Google

Apesar da consolidação contínua do ecossistema composto por smartphones, relógios, auriculares e agora etiquetas de rastreio, a oferta da Google continua a registar uma lacuna no segmento dos ecrãs maiores. Desde o lançamento do Pixel Tablet em maio de 2023, a empresa não apresentou qualquer sucessor para o seu formato de tablet, deixando o catálogo sem uma atualização direta para fazer face à oferta de computação móvel e tablets da concorrência.

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