Gasolina sobe cinco cêntimos e gasóleo recua: preços voltam a aproximar-se
Esta segunda-feira, 12 de outubro, traz uma nova aproximação de valores entre o gasóleo e a gasolina. O preço do diesel deverá deslizar um cêntimo e a gasolina sobe cinco cêntimos, mantendo a pressão sobre famílias e empresas.
Até à passada sexta-feira, 9 de outubro, o preço médio do litro de gasóleo simples custava 2,146 euros, ao passo que a gasolina simples 95 estava nos 2,073 euros, de acordo com os dados da Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG).
Na sexta-feira, o ACP antecipava um recuo de um cêntimo no gasóleo e uma subida de cinco cêntimos na gasolina. Caso se confirmem estas alterações, o diesel recua para 2,136 euros, ao passo que a gasolina avança para 2,123 euros por litro.
Na prática, encher um depósito médio de 50 litros de gasóleo passa a custar 106,80 euros a partir desta segunda-feira – menos 50 cêntimos face aos 107,30 euros da semana passada. Já no caso da gasolina simples 95, atestar o mesmo depósito de 50 litros sofre um agravamento direto de 2,50 euros, subindo de 103,65 euros para 106,15 euros.
Estas mexidas não são necessariamente transversais a todo o setor e, de qualquer forma, não são uma certeza. Até porque, adiantou o Executivo, se mantém em vigor o desconto do Imposto sobre os Produtos Petrolíferos (ISP) – que se traduz num alívio direto de cerca de 9,6 cêntimos por litro no gasóleo e de 7,8 cêntimos na gasolina –, um mecanismo que Joaquim Miranda Sarmento revelou ter sido estendido até ao final do ano quando, na passada quinta-feira, apresentou a proposta de Orçamento do Estado para 2027.
Uma novidade que se aproxima é a obrigatoriedade de os postos de abastecimento de combustíveis afixarem o desconto em vigor do ISP com a menção "Redução ISP+IVA", sob pena de coima. A regra foi estabelecida em decreto-lei publicado na passada quarta-feira – que aumenta para 39,5 milhões de euros os apoios aos setores dos transportes e da agricultura –, entrando formalmente em vigor no próximo sábado, 17 de outubro.
Os preços dos combustíveis continuam pressionados devido à redução da oferta de petróleo no mercado e ao aumento dos custos de refinação. Na origem está a guerra no Médio Oriente, que continua a pôr os preços dos combustíveis em alta por todo o mundo.
Os contratos de futuros do Brent, que servem de referência para o mercado europeu, chegaram a escorregar mais de 1,5% na sexta-feira, para pouco mais de 102 dólares o barril, apesar de, no acumulado da semana, o resultado ser de ganhos. As descidas da passada sexta-feira aconteceram depois de Donald Trump ter escrito nas redes sociais que os EUA estavam envolvidos em “discussões produtivas” com o Irão e que se absteriam de atacar o país antes das eleições intercalares, que acontecem no dia 3 de novembro.
O atual ocupante da Casa Branca adiantou ainda que volumes recorde de petróleo bruto estariam a passar pelo Estreito de Ormuz e salientou que o bloqueio naval dos EUA aos portos iranianos se manteria plenamente em vigor. No entanto, notícias posteriores indicaram que os EUA tinham preparado planos para três dias de ataques contra o Irão, visando arsenais de drones e mísseis, infraestruturas energéticas e outros alvos.

