Exportações recuam 14,1% em janeiro e défice da balança comercial sobe para 2,5 mil milhões
Exportações recuam 14,1% em janeiro e défice da balança comercial sobe para 2,5 mil milhõesPaulo Spranger

Exportações recuam 14,1% em janeiro e défice da balança comercial sobe para 2,5 mil milhões

Trata-se de um agravamento de 778 milhões em relação ao primeiro mês do ano de 2024, segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE).
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As exportações de bens caíram 14,1% em janeiro de 2026, enquanto as importações diminuíram 2,5%, revela esta quinta-feira, 12, o Instituto Nacional de Estatística (INE).

O défice da balança comercial de bens agravou‑se em 778 milhões face a janeiro de 2025, fixando‑se em 2,5 mil milhões.

O INE aponta que os fornecimentos industriais registaram uma forte contração (-27,5%), muito ligada à menor saída de produtos químicos para a Alemanha, em grande parte relativa a transações de trabalho por encomenda sem transferência de propriedade.

As exportações de combustíveis e lubrificantes caíram 33,5%, com redução tanto do volume transacionado (-25,5%) como dos preços (-10,7%). O organismo sugere que esta evolução pode estar associada à paragem de unidades da refinaria nacional nos últimos meses de 2025.

Excluindo combustíveis e lubrificantes, as exportações recuaram 12,9%, depois de terem subido 0,9% em dezembro.

Entre os principais destinos, destacam‑se descidas significativas das vendas para a Alemanha (-44,3%) e Espanha (-7,4%), associadas à redução nos segmentos referidos.

Nas importações, o decréscimo dos fornecimentos industriais foi de 11,6%, em especial devido à menor entrada de produtos químicos vindos da Irlanda em transações sem transferência de propriedade.

Pelo lado dos países fornecedores, as importações procedentes da Irlanda caíram 85,9%, enquanto as vindas dos Países Baixos aumentaram 38,9%, influenciadas pelos fornecimentos industriais.

O INE actualizou também o mapa de parceiros comerciais com base em dados preliminares de 2025 e, no top de destinos das exportações, Angola entrou para o lugar anteriormente ocupado por Marrocos. Na lista de fornecedores, não houve alterações no top dez, apenas mudanças de posição — por exemplo, a China subiu à quinta posição e a Irlanda à oitava.

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