Os EUA foram, em 2024, o quarto maior mercado da têxtil e vestuário e o quinto do calçado
Paulo Spranger / Global Imagens

Exportações alemãs caem 0,8% em novembro de 2025 face homólogo e 2,5% em cadeia

A balança comercial registou um excedente de 13,1 mil milhões de euros, abaixo dos 17,2 mil milhões de outubro de 2025 e dos 20 mil milhões de novembro de 2024.
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As exportações alemãs caíram 2,5% em novembro face ao mês anterior e 0,8% em relação a 2024, para 128.100 milhões de euros, informou esta sexta-feira, 9, o Instituto Federal de Estatística alemão, Destatis.

Em novembro, a Alemanha exportou para outros estados da União Europeia (UE) mercadorias no valor de 73.100 milhões de euros, menos 4,2% do que no mês anterior, enquanto para os membros da zona euro foram realizadas vendas no valor de 50.800 milhões de euros, menos 3,9% do que em outubro.

As exportações para países terceiros ascenderam a 55.100 milhões de euros, menos 0,2% do que em outubro, enquanto as importações aumentaram 6,3%, para 56.300 milhões de euros nesse mês.

O principal parceiro comercial fora da UE e da zona euro foi os Estados Unidos, para onde foram exportadas mercadorias no valor de 10.800 milhões de euros, menos 4,2% do que no mês anterior e 22,9% a menos do que em novembro de 2024, antes do início da disputada tarifária.

As exportações para a China aumentaram 3,4% para 6.500 milhões de euros, em relação a outubro, embora, em comparação com o período de janeiro a novembro de 2024, também tenham caído 10,7%.

Em contrapartida, as importações aumentaram 0,8% em relação a outubro e 5,4% em relação ao período homólogo de 2024, atingindo 115.100 milhões de euros.

O ‘gigante’ asiático foi a principal origem das importações alemãs, com a chegada de mercadorias no valor de 14.900 milhões de euros, mais 8% do que o registado no mês anterior.

A balança comercial registou um excedente de 13.100 milhões de euros, abaixo dos 17.200 milhões de euros de outubro de 2025 e dos 20.000 milhões de euros de novembro de 2024.

Os dados indicam que a economia de exportação alemã corre o risco de ficar para trás a nível internacional, destacou num comunicado o economista da Câmara Alemã de Indústria e Comércio (DIHK), Volker Treier, que previu que, para 2025, as exportações sofrerão uma contração de 1%.

“Também no novo ano, a relação com o principal país de exportação, os EUA, continuará a ser problemática. É um magro consolo que a China volte a assumir o papel de principal parceiro comercial”, afirmou.

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