Excedente público português regressa e atinge 1,6% do PIB no 2.º trimestre
As contas públicas portugueses voltaram a ser altamente excedentárias no segundo trimestre deste ano, depois de dois trimestres consecutivos de défice.
De acordo com cálculos do DN a partir dos dados apurados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), no novo destaque "Contas Nacionais Trimestrais por Setor Institucional", Portugal (as contas das Administrações Públicas) registou um excedente equivalente a 1,6% do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre desde ano, um período marcado pela acalmia nos mercados da energia.
Mas isto foi antes de o presidente dos EUA, Donald Trump, ter anunciado o final do cessar-fogo na guerra contra o Irão, em meados de julho. Desde então que a crise no Médio Oriente, de implicações globais, se agravou, tendo o custo da energia e do petróleo disparado novamente. E a guerra continua.
Segundo contas do DN, o setor público português entregou, em contabilidade nacional, a que conta para a Comissão Europeia, um excedente de 1.325 milhões de euros no segundo trimestre (dá os tais 1,6% do PIB), invertendo assim a tendência registada nos primeiros três meses deste ano.
Défice no primeiro trimestre por causa das tempestades
Entre janeiro e março, Portugal registou um défice público de 0,7% do PIB, boa parte dele alimentado pelos prejuízos na atividade económica e pelo aumento da despesa pública, na sequência das tempestades devastadoras que aconteceram no final de janeiro e em fevereiro.
Em termos semestrais, também segundo cálculos do DN, o Governo está a conseguir manter as contas em terreno positivo, apesar do choque petrolífero (que tem exigido mais despesa em medidas que amortecem o preço dos combustíveis, por exemplo) e do aumento do custo de vida.
No primeiro semestre, o excedente público foi de 0,5% do PIB (803 milhões de euros em termos nominais), o que facilita claramente a tarefa das Finanças para o ano como um todo, já que a meta, reafirmada esta quarta-feira (no reporte dos défice publicado pelo INE, que cita dados do Governo), continua a ser chegar a um saldo equilibrado de 0% do PIB em 2026.
(Atualizado às 12h50)

