O INE revelou esta sexta-feira, 9 de janeiro, que, em novembro de 2025, as exportações de bens recuaram 1,7% e as importações diminuíram 7,9% em termos homólogos, enquanto no acumulado até novembro as exportações subiram 0,6% e as importações 4,3%, resultando numa redução do défice para 1.991 milhões de euros.Em novembro de 2025, face ao mesmo mês de 2024, as exportações de bens caíram 1,7% e as importações recuaram 7,9%, segundo os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). No acumulado dos primeiros 11 meses do ano, as exportações cresceram 0,6% e as importações 4,3%.O resultado foi uma diminuição do défice da balança comercial de bens: em novembro o saldo negativo foi de 1.991 milhões de euros, menos 629 milhões do que em novembro de 2024 e 867 milhões abaixo do observado em outubro de 2025. Excluindo transações sem transferência de propriedade (TTE), o défice situou‑se em 2.246 milhões, o que traduz um agravamento homólogo de 167 milhões, mas uma melhoria de 569 milhões face a outubro.No acumulado até novembro, o défice atingiu 29.079 milhões de euros, um aumento de 3.792 milhões em termos homólogos; sem TTE, o saldo negativo foi de 29.361 milhões, mais 3.705 milhões que em igual período de 2024. Excluindo TTE, as exportações cresceram 1,6% até novembro (era +1,0% em 2024) e as importações subiram 2,7% (comparar com +0,8% em 2024).Em termos mensais e sem TTE, as exportações caíram 6,2% em novembro (contra −3,6% em outubro) e as importações diminuíram 2,8% (−3,4% em outubro). Em cadeia, as exportações recuaram 2,3% em novembro (após −5,2% em outubro) e as importações caíram 10,6% (−2,1% em outubro).O INE aponta os combustíveis e lubrificantes como o principal fator de pressão sobre as exportações em novembro, com uma queda de 64,4% nas transações dessa categoria — essencialmente por redução de volume (−66,2%) apesar do aumento de preços (+5,5%) — comportamento que é atribuído, em grande parte, à paragem de unidades na refinaria nacional. Excluindo petrolíferos, as exportações teriam crescido 2,5% em novembro (contrariando a queda geral de −64,4%).Nas importações, para além da descida global, destacaram‑se reduções nos fornecimentos industriais (−18,0%), sobretudo produtos químicos da Irlanda, e nos combustíveis e lubrificantes (−24,2%), influenciadas pela queda de volumes e preços dos óleos brutos. Em novembro, os combustíveis e lubrificantes representaram 21,0% do défice da balança de bens (13,3% em outubro de 2025).Quanto aos índices de valor unitário (preços), registaram‑se variações negativas em novembro: −0,5% nas exportações e −1,8% nas importações (comparáveis com −1,4% e −1,8% em outubro, respetivamente). Excluindo produtos petrolíferos, as variações também foram negativas: −0,4% nas exportações e −1,4% nas importações.No trimestre terminado em novembro de 2025, as exportações aumentaram 1,7% em termos homólogos (+1,8% no trimestre terminado em outubro), mas, sem TTE, recuaram 2,4%. As importações baixaram 0,4% no mesmo período (+3,4% no trimestre terminado em outubro), enquanto excluindo TTE cresceram 1,3%. .Excedente da balança comercial da zona euro sobe para 19,4 mil milhões em setembro