Consumo de eletricidade sobe 3% até outubro e renováveis abastecem 62%
O consumo de energia elétrica aumentou 3% até outubro e as fontes renováveis abasteceram 62% do consumo nacional de eletricidade, segundo dados da REN hoje divulgados.
Entre janeiro e outubro, "o consumo registou um aumento de 3% (2,5% com correção da temperatura e dias úteis)" indicou a REN - Redes Energéticas Nacionais, em comunicado hoje divulgado.
No mês de outubro, o consumo de energia elétrica registou uma quebra de 0,2%, "valor que não se altera com correção da temperatura e número de dias úteis", acrescenta.
No acumulado dos primeiros dez meses do ano, 62% da energia elétrica consumida veio de fontes renováveis, destacando-se as hidroelétricas e as eólicas, que foram responsáveis por 22% do abastecimento.
As centrais solares foram responsáveis por 13% do fornecimento, enquanto as centrais a biomassa abasteceram 5%.
"A produção a gás natural representou 14% do consumo, enquanto o saldo importador, com os restantes 24%, registou, para este período a quota mais elevada de sempre no sistema nacional", salienta a REN.
De acordo com os dados da empresa, as hidroelétricas tiveram um índice de produtibilidade de 0,58 e a eólica atingiu 0,61 (média histórica de 1).
"Nas fotovoltaicas o regime foi mais favorável, com o índice de produtibilidade a registar 1,05", acrescenta.
De acordo com a REN, no seu conjunto a produção renovável abasteceu 47% do consumo e a produção não renovável 13%, sendo que "o saldo de trocas com o estrangeiro manteve a tendência importadora que se tem registado, representando os restantes 40% do consumo".
Já o consumo no mercado do gás natural caiu 20,5%, em termos homólogos, "com os segmentos de produção de energia elétrica e convencional a apresentarem reduções, respetivamente, de 27% e de 17%".
"Ao fim de dez meses, o consumo de gás natural registou uma quebra de 1,8%, enquanto no segmento convencional se registou uma redução de 2,8%", sublinha a mesma nota.
No mês em análise, o aprovisionamento do sistema nacional foi efetuado integralmente a partir do terminal de GNL de Sines, sendo que, através da interligação com Espanha, o sistema exportou o equivalente a dois terços do consumo nacional.
De acordo com a empresa, até ao final de outubro o sistema nacional foi assegurado quase integralmente através do terminal de Sines, com origem sobretudo na Nigéria (54%), seguida pelos Estados Unidos (39%) e Rússia (7%).
"O saldo exportador através da interligação com Espanha foi, para este período, o mais elevado de sempre registado no sistema nacional", remata.

