A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde
A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine LagardeEPA/RONALD WITTEK

BCE confirma subida de 25 pontos base nas taxas de juros: "Conflito no Médio Oriente continua a gerar pressões inflacionárias"

Decisão, que já era antecipada pelos mercados, coloca os juros no nível mais elevado desde março de 2025
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O Banco Central Europeu (BCE) subiu esta quinta-feira (10 de setembro) as taxas de juro pela segunda vez este ano, depois da subida de junho, elevando a taxa de referência de 2,25% para 2,5%, num contexto de forte aumento dos preços do petróleo e do gás associado ao conflito no Médio Oriente.

A decisão, que já era antecipada pelos mercados, coloca os juros no nível mais elevado desde março de 2025, numa altura em que o petróleo Brent ronda os 100 dólares por barril, enquanto o gás natural europeu se aproxima dos 80 euros e a inflação na zona euro atingiu 3,3%.

A subida surge depois de, em julho, o BCE ter optado por manter os juros, perante a incerteza sobre a evolução do conflito e dos mercados energéticos. Desde então, o petróleo encareceu cerca de 14% e o gás mais de 30%, aumentando o risco de que o choque energético se transmita ao conjunto da economia.

Com esta decisão, as taxas de juro aplicáveis à facilidade permanente de depósito, às operações principais de refinanciamento e à facilidade permanente de cedência de liquidez serão aumentadas para, respetivamente, 2,50%, 2,65% e 2,90%, com efeitos a partir de 16 de setembro de 2026.

Em comunicado, o BCE assinala que "o conflito no Médio Oriente continua a gerar pressões inflacionárias" e que a decisão de hoje “reforça o compromisso do Conselho do BCE em definir uma política monetária que assegure que a inflação estabiliza na meta dos 2% a médio prazo”.

Inflação e crescimento da zona euro revistos em alta

Além das decisões sobre as taxas de juro, o BCE manteve a previsão de inflação para 2026 nos 3%, mas reviu em alta as estimativas para os dois anos seguintes: espera agora 2,5% em 2027, contra 2,3% anteriormente, e 2,1% em 2028, face aos 2% previstos em junho.

Nas projeções para o crescimento da zona euro, o banco central mostrou-se ligeiramente mais otimista. Prevê uma expansão de 0,9% em 2026, contra os 0,8% estimados anteriormente, e de 1,4% em 2027, acima dos 1,2% previstos em junho. Para 2028, mantém a estimativa de crescimento em 1,5%.

Com Lusa

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