Web Summit: Fundo Portugal Tech captou 273 milhões de euros de investimento

Ministro da Economia fala em "efeito multiplicador muito superior" ao esperado

O ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, afirmou esta terça-feira que até ao momento o fundo Portugal Tech captou 273 milhões de euros de investimento, "com um efeito multiplicador muito superior" ao esperado.

Pedro Siza Vieira falava na Web Summit, numa conferência de imprensa conjunta com o vice-presidente do Banco Europeu de Investimento (BEI), Ricardo Mourinho Félix, do lançamento do programa Portugal Tech II.

"Quando lançámos o primeiro programa a ideia era que Portugal e o FEI [Fundo Europeu de Investimento] associariam cada um 50 milhões [de euros] e procurariam mobilizar 43 milhões de investimento privado", afirmou o ministro, quando questionado sobre o Portugal Tech I.

"Selecionámos quatro operadores de capital de risco que ficaram incumbidos não apenas de gerir cada um deles uma parte destes fundos públicos, mas também de encontrar investidores privados", acrescentou Pedro Siza Vieira.

"Na verdade, até ao momento já conseguimos compromissos de investimento de cerca de 273 milhões de euros com um efeito multiplicador muito superior àquele que inicialmente pensávamos", sublinhou o governante, adiantando que "neste momento já há cerca de 30 empresas que beneficiaram dos investimentos do Portugal ​​​​​​​Tech".

Portugal Tech II pretende mobilizar 250 milhões de euros de investimentos em capital de risco

O Portugal Tech II, lançado esta terça-feira pelo ministro da Economia e o vice-presidente do Banco Europeu de Investimento (BEI) durante a Web Summit, visa mobilizar 250 milhões de euros de investimentos em capital de risco.

"No total, o Portugal Tech II visa mobilizar 250 milhões de euros de investimentos em capital de risco para apoiar projetos de transferência de tecnologia de universidades para o mercado, e também startups de base tecnológica e elevado potencial em áreas como a inteligência artificial, machine learning, fintech, health tech e cibersegurança", refere o Ministério da Economia.

"O fundo de capitalização que constituímos com verbas do PRR [Plano de Recuperação e Resiliência] que nos serão disponibilizadas conta à partida com 1.300 milhões de euros, esses 1.300 milhões de euros vão servir um leque muito alargado de oportunidades de capitalização para as empresas portuguesas, quer para apoiar a recapitalização de empresas mais afetadas pela pandemia, quer para apoiar a capitalização de empresas que precisam de crescer ou também de continuar a alimentar o nosso ecossistema de empreendedorismo", afirmou o ministro do Estado, da Economia e da Transição Digital, aos jornalistas.

Dos programas "que vamos apoiar nestes 1.300 milhões de euros do fundo de capitalização, uma parte será através de parcerias com Fundo Europeu de Investimento, de que este Portugal Tech, versão II é a primeira etapa", sendo que aqui haverá uma dotação nacional de 50 milhões de euros, aos quais acrescem mais 50 milhões de euros de recursos europeus.

Pedro Siza Vieira e o vice-presidente do BEI, Ricardo Mourinho Félix, anunciaram esta terça-feira a parceria Portugal Tech II naquela que é considerada uma das maiores cimeiras de tecnologias do mundo.

O programa foi desenvolvido pelo Fundo Europeu de Investimento (FEI), parte integrante do Grupo BEI, em cooperação com o Banco Português de Fomento (BPF), e tem como objetivo apoiar o desenvolvimento da indústria de capital de risco em Portugal.

"As startups portuguesas que passaram pela rede de incubadoras nos últimos 10 anos valem, em termos de volume de vendas, 13 mil milhões de euros, o que é muito significativo no conjunto da nossa economia e sobretudo têm uma grande capacidade de crescimento acelerado", acrescentou o ministro da Economia.

O Portugal Tech II irá selecionar fundos de capital de risco geridos por equipas privadas portuguesas com "track-record relevante nos segmentos de venture capital, transferência de tecnologia e aceleração, que demonstrem ser capazes de levantar capital junto de investidores privados e institucionais", segundo o Ministério da Economia.

O novo programa é inspirado no Portugal Tech I, que foi lançado em 2018 e "que tem sido reconhecido pelo sucesso ao mobilizar capital privado e gerar cerca de cinco euros de investimentos por cada um euro de financiamento nacional".

Com um processo de investimento independente e uma rápida capacidade de execução, o programa tem como parceiros alguns dos mais destacados gestores de capital de risco em Portugal -- Indico Capital Partners, Armilar Venture Partners e Faber Capital.

"Através dos seus fundos -- que se encontram ainda em fase de investimento --, o Portugal Tech I ajudou a financiar uma longa lista de empresas de base tecnológica com ADN português, das quais são exemplo a Bizay, a Sword Health, a Tonic App, a iLof, a Unbabel, a Infraspeak, a Casafari, a Anchorage, a Student Finance, a Barkyn, a Findster, a Codacy, a Raws, a Ydata e a Eattasty", adianta o Ministério da Economia.

A Web Summit decorre entre 01 e 04 de novembro em Lisboa, em modo presencial, depois de a última edição ter sido online e a organização espera cerca de 40 mil participantes, segundo revelou, em setembro, Paddy Cosgrave, presidente executivo da cimeira.

A comediante Amy Poehler, o presidente da Microsoft Brad Smith, a comissária europeia Margrethe Vestager e o jogador de futebol Gerard Pique irão juntar-se aos mais de 1.000 oradores, às cerca de 1.250 startups, 1.500 jornalistas e mais de 700 investidores, numa cimeira na qual serão discutidos temas como tecnologia e sociedade, entre outros, de acordo com a organização.

Apesar do número previsto de visitantes ser este ano cerca de menos 30 mil do que na última edição presencial, em 2019, as autoridades consideram que se trata do "maior evento de 2021" a ter lugar em Lisboa.

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