"Vocês ainda não viram nada". Ativistas do clima prometem agitar Fórum Económico

Lá fora, já noite, o termómetro regista 8 graus negativo. Porém, a cidade de Davos está a fervilhar. Há mil e uma medidas de segurança e ruas já limpas de neve, deixando os caminhos livres.

Afinal, hoje, segunda-feira, e amanhã, terça, a elite das elites chega a esta pequena localidade encravada nos Alpes Suíços para o World Economic Fórum. E não se trata de mais um evento, mas sim aquele que assina os 50 anos desta cimeira onde estão mais de meia centena de chefes de estado.

As portas ainda estão fechadas, mas a polícia já está em stress com os activistas mobilizados por Greta Thunberg. Na passada sexta-feira, na cidade suíça de Lausanne, organizou mais uma manifestação pela defesa do clima. E agora dirige-se ao Fórum Económico Mundial, de Davos. Manifestou a intenção de vir a pé, numa longa marcha de três dias debaixo de geladas temperaturas. Mas já recebeu o aviso da Polícia de que será difícil entrar em Davos a pé com todos os activistas atrás.

É que em Lausana eram aos milhares (15 mil, diz a organização). Gritavam palavras de ordem como "Sem natureza, sem futuro" ou "E 1, e 2, e 3 graus, é um crime contra a humanidade", atacando o aquecimento global. Exibiam cartazes onde se lia "Vamos mudar o sistema, não o clima" e outros eram alusivos a incêndios na Austrália e ao gelo derretido dos glaciares.

São muitas as cidades suíças a proclamar o "estado de emergência climática" e o movimento de Greta colhe aqui muitos simpatizantes. É a segunda vez que Greta vem a Davos. Aqui, quer sensibilizar todos os homens de negócios e políticos para que olhem sempre para as alterações climáticas antes de tomarem decisões económicas privadas e públicas.

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