Vila Flor reabre. Era uma das 33 estações de CTT de concelho encerradas

Ainda não há previsão para a reabertura das restantes estações do género, nem data para o processo estar concluído.

Era uma das 33 estações de Correios únicas de concelho encerradas pelos CTT, mas nesta segunda-feira Vila Flor reabre. É a primeira, depois de em junho o CEO dos CTT, João Bento, ter anunciado no Parlamento a reabertura de mais de três dezenas de lojas próprias, bem como a suspensão de futuros encerramentos. Ainda não há plano para as próximas aberturas, nem os CTT adiantaram um prazo para o processo estar concluído.

"Vamos iniciar o processo de reabertura de lojas em concelhos que ficaram sem estações. Os dois primeiros casos serão divulgados nas próximas semanas", referiu João Bento, em junho, no Parlamento. A primeira estação abre na segunda-feira. Quanto às restantes, o prazo ainda não é conhecido."Não existe um cronograma ainda definido, dado que é necessária uma análise detalhada a todas as variáveis envolvidas para que se efetue a reabertura. Desde logo, o espaço, os recursos humanos envolvidos, a relação existente com os parceiros e as oportunidades em cada uma das localidades", refere António Pedro Silva, administrador dos CTT.

"Os CTT assumiram o compromisso público de reabrir as lojas únicas em sede de concelho, não procedendo a outros encerramentos. Reafirmamos esta decisão, sem uma delimitação temporal, uma vez condicionados pelos aspetos já referidos", diz a mesma fonte quando questionada sobre a data da conclusão do processo. "Até ao momento da reabertura, as populações têm em cada local um posto de correio que presta todos os serviços do serviço publico universal e ainda o pagamento de vales de pensões e faturas", destaca António Pedro Silva.

Apesar do encerramento das únicas estações CTT de concelho, como foi o caso de Vila Flor, o serviço postal continuou a ser prestado à população através de um posto de correio, gerido por um parceiro. A reabertura obrigou à renegociação do contrato com o parceiro, já que o mesmo foi feito com base num fluxo expectável de tráfego. "As condições de funcionamento da loja do parceiro não sofrem alterações, dado que o mesmo se encontra num espaço de grande conveniência e afluência de clientes. Os CTT mantêm uma relação estreita com os seus parceiros, o que permitirá monitorizar os fluxos de clientes", diz o administrador.

O serviço postal é prestado no país através de estações de Correios, detidas pelos CTT, mas também em postos de correios, geridos por parceiros, na sua maioria juntas de freguesia. Há anos que o operador postal tem vindo a negociar com a Anafre - Associação Nacional de Freguesias, um novo acordo que implica mexidas no modelo de remuneração. O acordo ainda não teve fumo branco.

"Os CTT já enviaram para a Anafre uma proposta de acordo-quadro, que tem como objetivo sistematizar iniciativas para facilitar o processo de oferta do serviço postal universal às populações através das juntas de freguesia, que está em análise".

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