"Vamos continuar a fortalecer a solidez financeira do Lloyds"

Um ano depois de voltar a ser totalmente privado, tendo não só devolvido o dinheiro aos contribuintes como gerado lucros para estes, o Lloyds anunciou ontem resultados recorde. Foram 5,3 mil milhões de libras (5,9 mil milhões de euros) de lucros (o maior pacote de remuneração acionista de sempre do banco) para a instituição liderada pelo banqueiro português, que vai avançar com o programa de recompra de ações até mil milhões de libras e lançar um programa de digitalização avaliado em três mil milhões, que reforçará o Lloyds como maior banco digital do Reino Unido, mantendo a rede de balcões.

Estes são os primeiros resultados do banco já sem o Estado britânico como acionista. Como os comenta?

Os resultados que apresentámos hoje, um crescimento homólogo dos lucros de 40% para 3,5 mil milhões de libras, são resultado do trabalho desenvolvido desde 2011 e que permitiu que o Lloyds regressasse à esfera privada. Os fortes resultados do Lloyds em 2017 permitem remunerar os nossos 2,4 milhões de acionistas com o valor mais alto na história do banco, 3,2 mil milhões de libras em dividendos e recompra de ações próprias.

Quais as principais características e objetivos do plano estratégico que apresentou?

O plano estratégico para o triénio 2018-2020 que apresentei ontem assinala uma nova fase na vida do banco. No primeiro triénio o foco principal do Lloyds foi na reestruturação do seu balanço de forma a assegurar que o banco voltava a ter condições para assumir o seu papel fundamental de apoio à economia britânica, no segundo triénio prosseguimos esse trabalho e, em simultâneo, iniciámos a digitalização. O Lloyds é, atualmente, o maior banco digital do Reino Unido com mais de 13,5 milhões de clientes e uma quota de mercado de 22%. No triénio que agora iniciamos, já com o banco numa situação de robustez financeira e totalmente privado, vamos aumentar em 40% para 3 mil milhões de libras, o investimento em digital e pessoas. O investimento pretende a digitalização de todos os procedimentos bancários e é também uma forte aposta na formação dos colaboradores do Lloyds de forma a prepará-los para o mundo digital. Além disso anunciámos o objetivo de aumentar a presença no mercado de pensões e seguros e um crescimento da rentabilidade dos capitais próprios para 14% a 15%, ou seja, vamos continuar a fortalecer a solidez financeira do Lloyds no sentido de assegurar que continuará a ser peça fundamental para o crescimento da economia britânica.

Agora que o banco voltou a ser totalmente independente, quais são os próximos desafios?

Os próximos desafios são resultado da evolução do meio envolvente do setor e da economia em que o Lloyds opera e que requer uma adaptação do banco de forma a prestar, cada vez mais, o melhor serviço aos nossos clientes. É para ir ao encontro dessa evolução que vamos prosseguir o caminho de digitalização do banco e de formação dos seus colaboradores, assegurando que todos estão preparados para o mundo digital que já é uma realidade. Vamos assegurar que o Lloyds se mantém o maior banco digital do Reino Unido e alcançar mais de 15 milhões de clientes em 2020; além de que queremos aumentar a presença no mercado de seguros e pensões, onde estamos sub-representados e pretendemos chegar aos 50 mil milhões de libras de volume de planos de pensões e seguros.

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