Thomas Cook deixa dívida de 4,8 milhões no Algarve

O valor da dívida foi apurado junto das 30 empresas turísticas que estiveram reunidas numa sessão de esclarecimento no Algarve.

A falência da Thomas Cook, o segundo maior grupo turístico na Europa, deixou, pelo menos, uma dívida de 4,8 milhões de euros às empresas portuguesas do setor do turismo que operam no Algarve. O valor foi apurado junto dos 30 empresários, entre hoteleiros e marítimo-turísticos, que participaram numa sessão de esclarecimento de como atuar após a insolvência do operador britânico.

Na reunião, que decorreu esta manhã (sábado), foram explicados os procedimentos a adotar pelas empresas lesadas face aos créditos existentes e esclarecidas dúvidas sobre o processo. A sessão serviu também para apresentar as linhas de apoio à tesouraria, instrumento financeiro lançado ontem pelo Governo e que disponibiliza até 1,5 milhões de euros por empresa.

Os empresários ficaram ainda a conhecer o Plano Especial de Promoção da Associação Turismo do Algarve (ATA), cofinanciado pelo Turismo de Portugal, criado para reforçar a capacidade de reação do destino Algarve. A campanha, de implementação imediata, integra um conjunto de iniciativas de marketing a desenvolver com as companhias aéreas nos principais mercados emissores. Até momento, estão previstas campanhas dirigidas aos mercados do Reino Unido, França, Alemanha, Holanda, Irlanda e Itália.

Em simultâneo, o Turismo do Algarve está a trabalhar alternativas para ocupar o espaço explorado pela Thomas Cook, estando já a negociar com vários operadores.

Para João Fernandes, presidente do Turismo do Algarve, "os meios existentes são eficazes e foram disponibilizados pelo Governo em tempo recorde. Estamos, por isso, confiantes de que estão reunidas as condições para o setor do turismo do Algarve conseguir rapidamente adaptar-se e dar a volta por cima."

A sessão foi promovida pelo Turismo do Algarve, em parceria com o Turismo de Portugal.

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