"Temos um nível de fraude brutal" nos subsídios aéreos para Madeira e Açores

Esquemas fraudulentos envolvem agências de viagens que cobram valores "inflacionados" e faturas falsas que chegam aos CTT.

O Estado está a pagar mais em subsídios aéreos para a Madeira e Açores do que se justifica. Em causa, diz o ministro das Infraestruturas, estará a eventual existência de esquemas fraudulentos que envolvem agências de viagens que cobram valores "inflacionados".

"Temos um sistema que tem incentivos perversos e um nível de fraude brutal", afirmou Pedro Nuno Santos, esta terça-feira, no Parlamento, onde está a ser ouvido pelos deputados. "Não podemos ignorar que, em 2015, gastávamos 17 milhões de euros e que, em 2018, gastámos 75 milhões, quando o tráfego de passageiros só aumentou 12,5%".

"O preço que estamos a financiar aumentou muito mais - quatro vezes mais - do que o aumento do tráfego justificaria", detalhou o ministro, assumindo que é urgente garantir que "o Estado não esteja a gastar mais do que se justifica".

A razão dos pagamentos inflacionados está "num nível de fraude brutal", que o ministro diz estar a ser analisado. "Estão a ser investigados preços inflacionados praticados pelas agências, faturas falsas que chegam aos CTT e viagens de encaminhamento que nunca se chegam a realizar e acabam por lesar o Estado".

Nuno Santos assume que as companhias aéreas também poderão estar a beneficiar, e confirma que a investigação envolve "um conjunto de operações" alargado.

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