Taxa de desemprego desce para 5,7% no 2.º trimestre

A população empregada foi estimada em quase 4,908 milhões de pessoas e manteve-se "praticamente inalterada em relação ao trimestre anterior" e subiu 1,9% (91,3 mil) relativamente ao mesmo período de 2021.

A taxa de desemprego recuou para 5,7% no segundo trimestre, valor inferior em 0,2 pontos percentuais à do trimestre anterior e em 1,0 pontos percentuais à do trimestre homólogo de 2021, divulgou esta quarta-feira o INE.

De acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE), entre abril e junho, a população desempregada, estimada em 298,8 mil pessoas, diminuiu 3,1% (9,6 mil) em relação ao trimestre anterior e recuou 13,6% (46,9 mil) face ao trimestre homólogo.

A população empregada foi estimada em quase 4,908 milhões de pessoas e manteve-se "praticamente inalterada em relação ao trimestre anterior" e subiu 1,9% (91,3 mil) relativamente ao mesmo período de 2021.

De modo semelhante, também a correspondente taxa de emprego, que se situou em 56,4%, manteve-se em relação ao 1.º trimestre de 2022 e aumentou 1,1 pontos percentuais relativamente ao 2.º trimestre de 2021.

A população inativa com 16 e mais anos foi estimada em 3,604 milhões de pessoas, aumentando 0,3% (11,3 mil) relativamente ao trimestre anterior e diminuiu 1,1% (44,4 mil) em relação ao trimestre homólogo.

A subutilização do trabalho -que agrega a população desempregada, o subemprego de trabalhadores a tempo parcial, os inativos à procura de emprego, mas não disponíveis e os inativos disponíveis, mas que não procuram emprego - abrangeu, por sua vez, 600,7 mil pessoas, tendo diminuído 2,8% (17,5 mil) em relação ao trimestre anterior e 8,2% (53,5 mil) face ao trimestre homólogo.

De igual modo, também a taxa de subutilização do trabalho, estimada em 11,2%, diminuiu tanto em relação ao trimestre anterior (0,3 pontos percentuais), como ao homólogo (1,1 pontos percentuais).

A proporção da população empregada que trabalhou sempre ou quase sempre a partir de casa com recurso a tecnologias de informação e comunicação, isto é, em teletrabalho, foi 19,6%, abrangendo 968,6 mil pessoas.

No segundo trimestre de 2022, 50,9% da população desempregada encontrava-se nesta condição há 12 ou mais meses (desemprego de longa duração), valor superior em 4,7 pontos percentuais ao do trimestre precedente e superior em 6,2 pontos percentuais ao do trimestre homólogo.

No que se refere à taxa de desemprego de jovens (16 a 24 anos) estimada, esta recuou 3,9 pontos percentuais face ao trimestre anterior para 16,9%, um valor inferior em 7,0 pontos percentuais ao do trimestre homólogo.

De abril a junho, a taxa de desemprego foi superior à média nacional em três regiões do país (Madeira: 7,3%; Área Metropolitana de Lisboa: 6,8% e Açores: 5,9%) e inferior nas restantes quatro regiões (Norte: 5,5%; Algarve: 5,3%; Centro: 5,2%; e Alentejo: 4,4%).

Em termos trimestrais, a taxa de desemprego aumentou apenas na região Norte (subida de 0,1 pontos percentuais), tendo-se mantido na Área Metropolitana de Lisboa. As restantes cinco regiões observaram decréscimos, "com destaque para o Algarve (1,7 pontos percentuais)".

Já na comparação homóloga, a taxa de desemprego diminuiu 4,9 pontos percentuais na região do Algarve, "que superou as variações negativas observadas em todas as regiões, exceto na Área Metropolitana de Lisboa, onde se verificou uma variação positiva de 0,1 pontos percentuais".

Utilizando os valores do primeiro trimestre de 2022 para efeitos de comparação na União Europeia, verifica-se que a taxa de desemprego de jovens na média dos 27 países foi estimada em 14,3%, menos 6,3 pontos percentuais do que em Portugal (20,6%), que nesse trimestre apresentou a sexta taxa mais elevada na UE-27.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG