TAP soma prejuízos de 111 milhões de euros em nove meses

Prejuízos até setembro aconteceram "por variações cambiais sem impacto na tesouraria", diz a empresa que vai contratar mais 800 pessoas em 2020.

A TAP apurou um prejuízo acumulado, nos primeiros nove meses do ano, de 111 milhões "devido a variações cambiais sem impacto na tesouraria", revela a empresa em comunicado, não revelando o nível de aumento de prejuízo face ao ano passado.

A empresa explica, no entanto, que ao excluir essa variação cambial, houve um lucro líquido consolidado do Grupo TAP, no terceiro trimestre de 2019, de 61 milhões de euros positivos, "compensando em mais 50% o prejuízo gerado no primeiro semestre de 2019".

A TAP revelou ainda que em 2019 já amortizou mais de 170 milhões de passivo financeiro e que o peso da dívida, medido pelo rácio dívida líquida / EBITDAR, diminuiu mais de 40% desde 2015. Já o número de passageiros transportados subiu 11,1% no terceiro trimestre face a 8,9% no segundo trimestre e 0% no primeiro trimestre de 2019, "reforçando a tendência de recuperação".

As receitas consolidadas do grupo ascenderam a 1 052 milhões de euros no terceiro trimestre do ano, equivalente a um aumento de 6,1% face a igual período do ano anterior, suportado pelo crescimento do mercado norte-americano e pela recuperação do Brasil, garante a TAP em comunicado.

O resultado operacional consolidado do Grupo TAP (EBIT) fixou-se nos 129 milhões de euros no terceiro trimestre de 2019, equivalente a 12,2% das receitas, diz a empresa. A TAP destaca ainda que a satisfação do cliente (NPS) melhorou 9,2 pontos, a que se deve o investimento na renovação da frota com aviões de última geração, mas também "à melhoria da pontualidade", "no serviço de bordo" e na "qualidade do serviço prestado pelos trabalhadores".

Da estratégia para 2020 faz ainda parte a contratação de mais de 800 novos colaboradores, dos quais mais de 100 serão pilotos e cerca de 600 serão assistentes de bordo. O motivo? "Fazer face ao crescimento da TAP". O Grupo TAP já terá contratado desde que aconteceu a privatização, em 2015, mais de três mil colaboradores em Portugal.

João Tomé é jornalista do Dinheiro Vivo

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