Suécia pode ser o primeiro país a acabar com notas e moedas

Aplicação móvel revolucionou os pagamentos na Suécia, país que tem sido dos primeiros a implementar evoluções tecnológicas

Os smartphones estão a revolucionar a sociedade e agora estão a contribuir para que a Suécia possa vir a tornar-se no primeiro país onde notas e moedas deixarão de existir. O aumento de pagamentos através de uma aplicação no telemóvel está influenciar a diminuição da circulação de dinheiro "vivo" e sendo os suecos um povo claramente adepto das novas tecnologias, até 2030 ou 2040 é possível que os pagamentos ou outras operações sejam todas feitas eletronicamente.

Niklas Arvidsson, investigador do Instituto Real de Tecnologia em Estocolmo, salientou, citado pelo The Independent, que a utilização de notas e moedas na Suécia "está a diminuir rapidamente". Este país nórdico foi dos primeiros a instalar multibancos, a implementar pagamentos com cartões... e, entretanto, já começou a retirar multibancos. Arvidsson diz mesmo que a Suécia tem uma "tradição em dar as boas-vindas aos pagamentos eletrónicos.

A aplicação chamada Swish (semelhante ao MB Way recentemente criado pela SIBS em Portugal) é a responsável por revolucionar os pagamentos via smartphone. Esta forma de pagar irá ajudar a combater o crime organizado, a evasão fiscal e também assaltos.

Porém, Arvidsson alertou para a necessidade de se pensar que nem todas as pessoas têm um smartphone, pelo que é necessário manter ativas formas de pagamento alternativas. Ainda assim, salienta que as gerações mais jovens já crescem educadas para os novos sistemas, enquanto a utilização de notas e moedas mantém-se entre a população mais velha.

Outra questão é a da privacidade. Arvidsson referiu que a possibilidade de um governo controlar as movimentações eletrónicas de dinheiro pode trazer problemas, se se verificar abusos por parte, por exemplo, de "regimes corruptos".

Apesar de provavelmente só daqui a 15 ou 25 anos não existir dinheiro "vivo" em circulação, ainda assim na Suécia as notas e moedas poderão estar praticamente fora de circulação dentro de uma década.

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