Subida das rendas arrefece em Lisboa e Porto

No segundo trimestre, as rendas subiram 10,8% no país, mantendo o ritmo médio de crescimento verificado nos dois últimos anos.

A tendência de arrefecimento na subida das rendas das casas em Lisboa e Porto confirma-se no segundo trimestre deste ano, com as duas cidades a registar aumentos abaixo da média nacional, conclui o Índice de Rendas Residenciais da Confidencial Imobiliário (CI). Em Portugal, as rendas das casas subiram 10,8% em termos homólogos no período em análise, mantendo o ritmo médio de crescimento verificado nos dois últimos anos (11%).

Em Lisboa, as rendas aumentaram 5,6% no segundo trimestre face ao período homólogo, depois de se manterem praticamente inalteradas em termos trimestrais (0,2%). A CI diz que é preciso recuar ao terceiro trimestre de 2014 para encontrar uma variação mais baixa (2,6%), confirmando-se assim o ciclo de sucessivas travagens das subidas ao longo do último ano.

Após a subida de 21,9% registada no segundo trimestre de 2017 (o exponente máximo do ciclo de recuperação iniciado em finais de 2013, após as queda de 19% no período da crise), o aumento anual das rendas em Lisboa ainda se manteve em torno dos 20% até ao início de 2018. A partir daí começou a abrandar.

No Porto, a variação homóloga no segundo trimestre foi de 9,7%, a mais baixa dos últimos dois anos. Também em termos trimestrais, a subida de 1,7% exibe um arrefecimento. Neste mercado, a variação máxima foi atingida no terceiro trimestre de 2018, com uma subida homóloga de 23,1%, culminando o percurso de intensificação das subidas sentido desde meados de 2017. No final de 2018, o crescimento das rendas recuou já para 18,9%, passando para 13,5% no trimestre seguinte e atingindo agora o patamar abaixo dos 10%.

Para Ricardo Guimarães, diretor da CI, "os dados disponíveis não sinalizam ter havido um aumento da oferta que, por sua vez, estivesse a pressionar as rendas para baixo, sendo este ciclo de estabilização o culminar de um processo de crescimento muito forte registado até agora e que, naturalmente, não poderia prosseguir indefinidamente", comenta Ricardo Guimarães, diretor da Confidencial Imobiliário.

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